30 de setembro de 2009

Inveja é coisa feia...



...mas é o que sinto quando me perco, horas e horas, em alguns dos blogs que moram aqui ao lado!

Vicissitudes de um grande escritório de advogados



A Directora dos RH: Então querida, é hoje o seu último dia aqui, não é? Já arrumou as suas coisinhas?

Ela: Não, claro que não. Está a falar de quê?

(silêncio)...


Nota: E foi mesmo o seu último dia! O sócio responsável do departamento é que, aparentemente, se "esqueceu" de lhe dizer... ups!



Às vezes dou por mim a falar sozinha.
E a responder(-me).
Assim do nada...

Tenho tantas saudades dos tempos pré-insanidade...


Um dos alunos do Curso de Escrita Criativa queixou-se que era demasiado sintético na sua escrita. Eu queixo-me do contrário. Raios! Nunca ninguém está satisfeito com aquilo que tem!


Foto daqui: http://angelitascardua.files.wordpress.com/2009/05/fita-metrica.jpg

Elogio ao amor



Se há coisa que me faz confusão é (quase) todos os dias receber a notícia de alguém que se separou ou está prestes a fazê-lo... Porque o amor acabou, porque as mentalidades mudaram, porque as prioridades passaram a ser outras, porque as discussões se tornaram rotineiras, porque o diálogo deixou de existir e, às vezes até, apenas porque sim. Ora, é precisamente isto que me faz confusão. As relações não deviam terminar apenas porque sim. Passo a explicar.

Eu sou daquelas pessoas que tem uma visão romântica (mas não exacerbada) do amor. E faz-me confusão que as relações amorosas das pessoas à minha volta terminem assim do nada, por vezes mais depressa do que começaram... Não é o acto em si (o de terminar, entenda-se) que me transtorna. Não é o facto de duas pessoas terminarem uma relação, de sua livre vontade, que me incomoda... Ninguém deve ficar prisioneiro de uma relação se não amar a outra pessoa. Eu acredito e, para mim, só assim faz sentido, que toda a gente tem o direito de pôr fim a algo que não o faça feliz nem o satisfaça seja a que nível for. Mas o que me transtorna mesmo é a displicência com que o fazem, a falta de espírito de sacrifício para, por vezes, continuar a batalhar só mais um bocadinho e tentar salvar um relacionamento que, provavelmente, teria tudo para dar certo...

O que me faz confusão é as pessoas desistirem à mínima adversidade, ao mínimo entrave apenas porque acham, de repente, que já não estão felizes e que a pessoa que têm ao seu lado já não as preenche. Porque perdem a consciência de que momentos maus existem em todas as relações e existirão sempre. Porque preferem, simplesmente, desistir... (em vez de fazer um pequeno esforço, tentando de forma consciente ultrapassar as pequenas adversidades com que se deparam). Apenas porque é muito mais fácil...

Não estou a generalizar nem o pretendo fazer. Bem sei que cada caso é um caso. Estou apenas e tão-só a falar de casos concretos, de situações que me são familiares. E apeteceu-me escrever este post porque fico triste com todas estas situações que se passam à minha volta.

Porque o amor merece muito mais e não devia ser tratado com desprezo e vivido com leviandade... Porque o amor também significa sofrer (muitas vezes em silêncio) e bater com a cabeça nas paredes. Mas significa também partilhar, dividir e multiplicar e, principalmente, perdoar. E saber ceder e dar de si. Mais do que se espera poder vir a receber em troca...

29 de setembro de 2009

Conversas surreais

L. says: ta tudo bem
I say: tudo e convosco?
L. says: tanbem ta tudo bem
L. says: kuando e k podem vir ca a nossa casa
I say: n sei...
L. says: ta cdificil de virem ca
L. says: este fim da pra voçes
I say: não, este fim-de-semana vamos para fora
L. says: ou entao no fim de semana do feriado de dia 5
I say: esse é o próximo!
L. says: ya
L. says: da pra voçes
I say: já tinha dito q não... nesse vamos para fora
L. says: entao e os este ve o outro k vao s r e isso
I say: n percebi nada do q escreveste agora...
L. says: tou a dizer k este fim de semana e o dop feriado vao s r
L. says: percebeste des lpa n de esplicar bem
I say: mas este fim-de-semana e o do feriado são uma e a mesma coisa....
L. says: agora sou eu k n percebi
L. says: ya tena razao este fim de semana e ja o feriado
L. says: tava a confundir
L. says: des  lpa tou burra
 
Nota: todo este texto vinha ainda acompanhado de imensos bonequinhos, tipo hello kittys e bart simpsons (que me irritam solenemente) que tornaram a comunicação ainda mais difícil... Como se não bastassem já os erros ortográficos...

Eu juro que é hoje...



E depois de ter passado o Verão inteirinho a prometer a mim mesma que em Setembro vou-todos-os-santos-dias-ao-ginásio-sem-excepção-e-juro-que-não-vou-inventar-qualquer-tipo-de-desculpa-esfarrapada-pelo-meio-para-não-ir-juro-que-não, eis que chego ao penúltimo dia do mês prometido e constato que não meti lá os pés uma única vez! Shame on me...

E, portanto, de hoje não passa! Palavra de Miss Strawberry...

28 de setembro de 2009

O que tu significas para mim



Lembro-me quando andava completamente perdida. Foi uma fase horrível da minha vida (não há muito tempo atrás) em que, simplesmente, já não esperava nada do amor. Julguei até, naquela altura, que já não seria sequer capaz de voltar a amar...

Sei que te fiz sofrer com as minhas indecisões, com as aproximações repentinas e com os afastamentos inesperados, ainda mais bruscos, vindos do nada, quando tu julgavas (e, às vezes, até eu) que de um recomeço se tratava...

Peço-te desculpa por tudo o que de horrível te fiz sentir. Por te ter feito querer odiar-me e, principalmente, por te ter dado razões para o fazer... Por ter preferido viver na corda bamba, cheia de inseguranças, medos e desconfianças em vez de ter aceite o amor e o conforto que tinhas para me dar...

Mas só assim consegui definir-me e definir aquilo que existia entre nós. E todos os nossos encontros e desencontros, todas as nossas ilusões e desilusões, todos os encantos e desencantos que marcaram essa fase e tanto nos magoaram, serviram precisamente para trazer ao de cima o amor que havia em nós e a certeza de o querer viver. 

E por isso, quero também agradecer-te (aliás, não tenho como não o fazer...). Por seres uma pessoa melhor que eu, por nunca teres desistido de mim, por teres perdoado as minhas falhas, por me aceitares tal como sou. Por me amares da forma como o fazes, sem pedir nada em troca, sem exigências nem desassosegos... Por quereres fazer de mim uma pessoa melhor e, principalmente, por me fazeres querer ser uma pessoa melhor...

Parabéns, querido G., pelo nosso primeiro ano. Amo-te.

25 de setembro de 2009

Eu já fui tão feliz aqui...

E tenho saudades... tantas....

Da praia, da Bintang ao fim do dia, naquele areal quase deserto. E de, em silêncio, admirar o sol poderoso que teimava em esconder-se... E de tantas outras coisas que nem vou falar só para não desatar a chorar...





Praia de Padang Padang, Bali, Indonésia

Noites agradáveis

5.ª feira à noite. Bairro Alto. Um calor descomunal. 7 Conhecidos que se podem tornar bons amigos num futuro próximo. Restaurante pequenino, muito cozy. Comida excelente. Vinho bom. MUITO BOM. Digestão difícil (um mês de dieta e é o que dá). Conversa fluida. Milhares de palavras trocadas. Fixei "Esquerda caviar". Gostei da expressão. Últimos a sair do restaurante (as usual). Milhares de estudantes no alvoroço das praxes. O CAOS. Regresso a casa. Cansada e de rastos. Mas gostei. Bastante. Há noites assim. Simplesmente agradáveis… 


Hoje estou assim. Semi-telegráfica. Apeteceu-me!

24 de setembro de 2009

Eles estão velhos

Acabou de entrar no meu gabinete um dos sócios deste escritório onde trabalho há alguns anos. Passou à nossa porta e parou para dois dedos de conversa. Enquanto falava, não deixei, por um segundo, de fixar os meus olhos nele. Observei atentamente o seu rosto cansado, os cabelos que, aceleradamente, teimam em tingir de branco todos os outros, o ar fatigado, os ombros curvados e os óculos transparentes que agora usa quase na ponta do nariz. Atentei igualmente nas palavras e piadinhas de circunstância que insiste em utilizar sempre que passa para dizer um olá.

Lembro-me perfeitamente do V. no primeiro dia em que aqui comecei a trabalhar. Recordo o seu olhar jovial e a simpatia das palavras com que me recebeu no departamento onde era associado sénior. Hoje, é sócio do seu próprio departamento. Tem pouco mais de 40 anos. Hoje olhei para o V. e vi um homem velho, acabado. E assustei-me. Porque não passou assim tanto tempo desde a primeira vez em que o vi.

Falo do V. como poderia falar da maior parte das pessoas que aqui trabalham. E decidi que não quero envelhecer aqui...




Disappointment


Acordaram esquisitos pela manhã. O quarto escuro, apenas ligeiramente iluminado pelos pedacinhos de sol que se esgueiravam pelas frestas dos estores semiabertos... Ela sentiu que algo não estava bem. Ele também mas não disse nada. O costume.

Saíram de casa como se nada fosse. Levou-a ao escritório, como em tantas outras vezes. Ela inclinou-se para o beijar, ele deu-lhe a face...

Não faz mal. Eu amo-te na mesma.

23 de setembro de 2009

Viagens ao almoço





Hoje comprei uma daquelas revistas de viagens. Aproveitei a hora de almoço e deixei que me transportasse para todos aqueles lugares tão próximos, tão distantes, tão belos e tão puros.... deixei que me apresentasse a todas aquelas pessoas... Gostei do que li e do que vi. Gostei da forma como todas aquelas imagens e descrições se apoderaram de mim e me fizeram querer ser uma espécie de nómada de mochila às costas. Gostei de ter desejado, por momentos, não ter de voltar ao escritório da parte da tarde. Gostei, principalmente, de ter desejado não ter emprego nem uma casa para pagar nem sequer qualquer espécie de obrigações e responsabilidades.

Vi-me a comprar um relógio de cuco a um artesão no meio da Floresta Negra. E a provar um whisky de renome naquela destilaria na Escócia (e eu nem sequer gosto de whisky!). Imaginei-me a confraternizar alegremente com aquele casal amoroso que tem uma pequenina loja de surf nas redondezas (o que me fez desejar ainda mais a nossa vidinha a dois, em Bali, com o nosso surf camp e o meu bar na praia...). Vi-me a contemplar, em silêncio, a beleza aterradora do Vietname e o pôr-do-sol em África, a mergulhar nas águas da Malásia, a entrosar-me com as gentes da Índia... Vi-me a percorrer cada pedacinho de solo, a explorar florestas e desertos, a desbravar praias solitárias e locais perdidos no tempo. Vi-me a travar conhecimento com tantas pessoas diferentes de mim e de todas aquelas que me rodeiam...

Viajei imenso à hora de almoço. E gostei tanto...

foto: http://bellsblog.files.wordpress.com

Voltas e mais voltas





Voltas e voltas para a direita. Voltas e mais voltas para a esquerda. Abraços apertados a mim mesma. Pés enroscados nas pernas de uma maneira que só eu consigo. E nada. Nadinha. Esta noite nada me conseguia aquecer. Demorei horas (literalmente) até conseguir adormecer, de tão gelada que estava.

Esta é, claramente, uma das desvantagens de dormir sozinha...

22 de setembro de 2009

Surfer Girl

E porque já me sinto outra, estou assim cheia de vontadinha de voltar a fazer coisas que me deixam o espírito leve... Por isso, já decidi que no próximo fim-de-semana vou pedir ao meu mais-que-tudo para me voltar a dar umas aulinhas de surf!






Rezo, no entanto, para não voltar a fazer aquelas figurinhas que fiz há cerca de um ano atrás... Miss Strawberry, enrolada numa onda, qual salsicha em couve lombarda, arrastada pelo mar e a reboque da prancha até dar à costa... Foi um fartote de rir para quem estava no areal (e, verdade seja dita, para mim também que desatei a rir que nem uma perdida). Corada e atarantada mas feliz!


foto daqui: www.mfieldart.com

Feeling good


Quando tudo está dito, nada mais há a acrescentar...



"Stars when you shine
You know how I feel
Scent of the pine
You know how I feel
Yeah freedom is mine
And I know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling good..."


Aviso: este texto deverá ser acompanhado da respectiva banda sonora. Experimentem a versão de Muse... é genial! 

Sem título, parte III*


É este sufoco que tenho dentro de mim e não me deixa respirar... É esta mágoa que me entristece e me possui. É esta dor no estômago que me faz engolir em seco, desesperando... É o querer libertar-me e fugir... para bem longe de mim. É esta tristeza toda que sinto, sem motivo aparente... A infelicidade extrema que se alojou,  de mim se apoderando sorrateira, destruindo todas as minhas defesas... corroendo-me, devagarinho, maliciosa e indiscreta. Por dentro e por fora... silenciosamente...

É chegada a altura de fazer O balanço definitivo na minha vida. Decidir andar para a frente sem voltar a olhar para trás, desejando um passado que há muito se perdeu no tempo...

Voltar a ser quem era ou quem sempre desejei ser, intimamente... The time is now. É o agora que conta e é agora que eu tenho de viver! Mas viver MESMO, viver a sério, sem ter medo de nada nem de ninguém. Ser eu mesma, simplesmente. E gostar de mim tal e qual como sou. E aprender a viver comigo, com esta que sou eu...

Daqui a pouco vou acordar. Mas não vou simplesmente acordar, abrir os olhos e levantar-me da cama. Vou acordar por dentro, vou despertar tudo o que existe de bom em mim e que está adormecido há tanto tempo. Vou começar uma nova era, livre dos meus fantasmas, despreocupada e feliz!

Lembro-me agora por que te tatuei no corpo... para me lembrares, todos os dias, que mudar é possível e que eu sou capaz de o fazer. Porque sou forte e porque está, simplesmente, à distância de uma atitude positiva...


Hoje sinto-me o tempo nos Açores...num só dia consigo ser Inverno, Outono e Primavera (o Verão aproxima-se, mas vem lá ao longe, mansinho e cuidadoso....)



* ou como a expressão não há duas sem três faz, para mim, todo o sentido...

21 de setembro de 2009

Sem título, parte II

A minha sorte é que com o passar do dia, a minha mente acalma e tudo volta ao seu devido lugar...



Sem título

Ainda em balanço, confesso que a disposição não tem sido a melhor. Tenho andado apática, meio azeda e instável. Ando embirrante, bem sei, e sem vontade para nada. O que me tem apetecido mesmo é ficar sossegada no meu cantinho, sem grandes alvoroços... E tenho andado assim meio deprimida, tristonha e de carinha baixa... E eu não queria estar assim, juro! Aquilo que eu mais queria era andar sempre enérgica, ocupada, com um sorriso estampado no rosto e sentir-me feliz... E depois faço a pergunta inevitável a mim mesma: "E por que motivo não te sentes assim?". E fico sem resposta... Não sei, não sei mesmo... Tudo à minha volta está tranquilo... Não há cá amores e desamores, não há zangas, não há pressões, no trabalho também está tudo tranquilo, a família respira saúde e alegria... não entendo...

Ou será que entendo... será por isso? Será por tudo estar em perfeita sintonia e no seu devido lugar que eu me sinto assim? Será por não sentir insegurança à minha volta que me sinto apática? Será por já não ter receio nem andar numa procura constante em busca de algo que nem eu sei? Será que preciso do desconforto da incerteza, da sensação de insegurança, para me sentir espicaçada? Será que a minha energia e felicidade existem quando ando à sua procura e não quando as tenho em mim? Raciocínio falacioso, este... Será que sou esquizofrénica, bipolar? Ou serei apenas uma insatisfeita por natureza, sempre em busca de algo mais, sem que eu própria conheça os meus limites? Será que algum dia conseguirei olhar para a imagem reflectida no espelho e questioná-la: "Estás feliz?" E será que chegará o dia em que o reflexo de mim mesma me responderá "agora sim"?

Sinto que a minha vida se tornou numa plataforma flutuante, sem alicerces, sem estrutura, desprendida de tudo... sinto que navego sem âncora, sem nada que me prenda...ando à deriva, inconsequente... baralhada e confusa...

18 de setembro de 2009

Sextas-feiras

As sextas-feiras têm, definitivamente, qualquer coisa de mágico, que me deixa empolgada. Não, não é de agora. Sinto isto, pelo menos, desde os tempos em que andava na faculdade. Os motivos é que são outros, provavelmente...

Se dantes me entusiasmava o aproximar de mais um fim-de-semana pelo regozijo que me dava sair à noite (o que eu adorava sair à noite à sexta-feira!), estar com os amigos durante horas a fio a desbravar as madrugadas (e ficar - tantas vezes - de rastos o resto do fim-de-semana), andar sempre a passarinhar de um lado para o outro (nos dias em que me sentia mais enérgica) ou a ver filmes esparramada no sofá uma tarde inteirinha, de pijama vestido (nos dias em que a ronha se apoderava de mim sem pedir licença), agora o entusiasmo é, definitivamente, outro!

Agora gosto das sextas-feiras porque elas significam uma quebra no meu dia-a-dia, por vezes, TÃO rotineiro! E porque significam que vou para aquele lugar, junto ao mar, que me conhece tão bem e onde eu me sinto tão diferente... por tudo e por nada... onde eu posso andar descalça e dançar na areia, onde eu posso respirar ar puro e sentir a brisa do mar a entranhar-se em mim, onde posso ser praticamente abalroada pelo vento que às vezes se faz sentir (e, ainda assim, adorar a sensação...), onde posso, numa palavra, sentir-me... e isto diz-me tanto! (cada vez mais... talvez seja um sinal de amadurecimento...)

Bom fim-de-semana...


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