3 de dezembro de 2009

O Scrooge que há em mim

Fui ver este filme. Confesso que não gostei por aí além...Prefiro mil vezes a interpretação que eu e os meus colegas de turma fizemos [há uns bons aninhos] para uma peça de teatro da escola [ou da catequese, já não me lembro bem...]. Anyway, apesar de não ter ficado deslumbrada com esta versão, confesso que adoro a estória por detrás da fantasia a 3D, o conto de natal por detrás de todo o cenário abonecado e um tanto ou quanto desajustado. E confesso que ontem, enquanto via o filme [praticamente abandonada numa sala de cinema gigantesca], o espírito de natal entranhou-se em mim e fez-me pensar e reflectir em muita coisa. E, não satisfeito, ainda me colocou a seguinte questão:


"Há ou não um bocadinho de Scrooge em ti, Miss Strawberry?"



Há, definitivamente sim. A minha resposta a esta questão só poderia ser afirmativa. E não é pelo facto de ser uma pessoa forreta e completamente devota ao dinheiro, sisuda e sempre mal-disposta ou por ignorar ou desprezar completamente aqueles que me rodeiam... mas sim por não viver determinadas coisas com a devida intensidade... por fazer o check-in no meu dia-a-dia sem cuidar de saber para onde vou. Sem parar, por vezes, para pensar onde quero ir e onde determinadas atitudes, inevitavelmente, me levarão...Sem delinear o percurso, traçando metas e objectivos... Por estar, tantas e tantas vezes, apenas fisicamente quando deveria estar emocionalmente...


E, por isso, neste natal [e sempre] quero aproveitar ao máximo a viagem, com tudo a que tenho direito. E quero proporcionar aos que nela embarcaram comigo tudo aquilo que merecem e que genuinamente lhes é devido. 


E, por isso, neste natal [e sempre] eu quero, simplesmente, ser uma pessoa melhor... E poder um dia olhar para trás, ao fazer a retrospectiva de toda uma vida, e sentir-me bem comigo mesma [e saber que não podia ter dado mais de mim...]

2 de dezembro de 2009

dias perfeitos



Eu, ele, o sofá, duas mantinhas, a lareira acesa, chá de jasmim e os filmes que passaram na televisão. A combinação perfeita para um feriado perfeito...

30 de novembro de 2009

Momento de reflexão




A seguir a um dia de descanso, nunca se deveria ir trabalhar...

Tenho dito.

o meu primeiro...

Ontem recebi o meu primeiro selo... Foi um mimo da Pequenina (muito obrigada!). Ao que parece, o meu blog merece ser filmado (por mim, tudo bem...)




Parece também que tenho de responder a um pequeno questionário que consiste em identificar 5 situações da minha vida que deveriam ser vividas em slow motion. Pois então, ora aqui vai:

1. O pedido de casamento, para conseguir decorar, uma a uma, todas as palavras doces e sinceras que o acompanharam...
2. A temporada que passei em Bali e nas Gili Islands... [Aí o tempo deveria ter parado...]
4. Os momentos animados e deliciosos que passo entre família e amigos
5. As noites [na grande maioria das vezes, acordo incrédula com o facto de o tempo ter passado tão rápido e a achar que dormi pouquíssimo...]

Ofereço este selinho a quem o quiser levar...

muse



Já é a terceira vez que tento escrever algo sobre o concerto de ontem. Desisto.

[De qualquer forma, nada do que eu possa escrever se compara minimamente com a grandiosidade do que ontem à noite aconteceu no Pavilhão Atlântico. E eu bem queria mas não consigo transformar em palavras o que senti... Resta-me apenas dizer que, para mim, são uma das melhores bandas do Mundo.....]

27 de novembro de 2009

Coisas de que eu não gosto #2

Homens de meia-idade, que se acham o máximo!, e que falam alto ao balcão do café e de cujas bocas só saem coisas parvas e sem graça nenhuma e, como se não bastasse, ainda olham para nós e sorriem como se estivessem à espera de uma qualquer aprovação para a merda que acabaram de dizer.

Longe...




Este fim-de-semana não quero saber de nada. Aliás, não quero preocupar-me com o que quer que seja. Nem com o pequeno-almoço nem com a roupa que vou vestir e, muito menos, com as visitas habituais de fim-de-semana... Nestes dois dias, quero que sejamos apenas nós e uma cabana (ou isto, que é mais ou menos a mesma coisa...)

E não vou querer ouvir algo que não seja o doce sussurro das nossas vozes e os sorrisos cúmplices e descontraídos. E o mar lá ao fundo... Porque estou mesmo a precisar de um fim-de-semana assim, alheada de tudo e de todos...


26 de novembro de 2009

25 de novembro de 2009

Amor aos pedaços



Ela queria o mundo a seus pés.
Ele, não hesitou um segundo sequer e ofereceu-lho de mão beijada. O mundo dele, pelo menos.
Cheio de palavras doces e sinceras, sorrisos azuis metálicos, festinhas na barriga e massagens delicadas ao adormecer, gestos naturais e mimos ao quadrado.

Amor aos pedaços, todos os dias. É este o sabor da felicidade...

24 de novembro de 2009

...



Porque há dias em que os teus olhos deixam de ser os teus olhos. Têm uma vontade própria. Um brilho próprio causado pela dor. E, mesmo sem quereres, eles choram sozinhos. Estão frágeis. Tomam conta de ti e tu tentas controlar-te e não consegues. Evitas fixar a luz numa tentativa vã de os acalmar.


Mas não há nada a fazer. Hoje eles choram sozinhos.

23 de novembro de 2009

Paris, here I come!




A votação terminou e eu vou para Paris. E a Nikon do G. vai comigo. Tenho cá para mim que eu e ela vamos voltar de barriga cheia…

(eu teria escolhido Estocolmo mas decidi fazer a vontade à minha companheira de viagem...)

P.S. Aceitam-se sugestões, dicas, things to do, coisas a não perder and so on....



Foto daqui http://www.ailtonmedeiros.com.br/?attachment_id=1090

Apercebo-me que estou velha quando...

... dou por mim a vibrar com uma música de Def Leppard que ouvi pela primeira vez há precisamente...

17 anos...

20 de novembro de 2009



Ontem fui à Feira de Arte Contemporânea or, should I say, Feira Espanhola de Arte Contemporânea?

Eu não tenho nada contra nuestros hermanos mas a sua presença dominante na Feira deste ano é inegável. Não falo pelo número de galerias representadas (31 espanholas vs. 33 portuguesas) nem sequer pela qualidade dos trabalhos expostos [são tão criativos e geniais quanto nós, fora alguns casos particulares (quer espanhóis quer portugueses)]. Falo, sim, da forma como se fizeram representar. Da quantidade de galeristas e artistas (fisicamente) presentes e da forma simpática e descontraída como recebiam os apreciadores de arte.

Nos stands de exposição (ou standers, como diria uma amiga minha), a língua dominante era, sem dúvida, o castelhano. E eu não pude deixar de reparar no à-vontade com que conversavam entre si e bebericavam dos seus copos de vinho tinto e champagne. Já os portugueses, vi-os mais sisudos, compenetrados e um tanto ou quanto retraídos...

Enfim, isto tudo para dizer que não fiquei boquiaberta com o que vi, de uma forma geral. Mas houve, sem dúvida, peças que me tocaram de uma forma muito particular... Tirei algumas fotos que não acho correcto publicar aqui (por respeito aos seus autores) mas aconselho uma visita à exposição...

19 de novembro de 2009

Cá se fazem, cá se pagam




Eu tenho um cliente (da minha idade) que, na primeira vez que nos cumprimentámos, me deixou literalmente pendurada. Eu ia preparada para lhe dar dois beijos, ele respondeu-me com um apenas.

Situação confrangedora ultrapassada, lição aprendida e nunca mais caí na patetice de tentar cumprimentá-lo de outra forma que não com um beijo apenas...


Então não é que depois de dezenas de reuniões e encontros profissionais, o gajo (ups) tem a lata de me cumprimentar com dois beijos?!? Ora nem mais, um de cada lado da face.

Oh homem, decida-se!

(Azar, desta vez ficou ele pendurado... Hihihi)




Saudades de sentir isto

Na terça-feira ao final da tarde fui para Vila Real. Tinha uma tentativa de conciliação de partes agendada no Tribunal do Trabalho para a manhã seguinte e optei por fazer-me à estrada de véspera. Isto tudo para dizer que gostei...





Gostei de ter ido sozinha (apesar de os homens da minha vida, de tão queridos que são, terem carinhosamente insistido em acompanhar-me), de desbravar a auto-estrada escura e quase abandonada. Eu, o meu carro e os meus pensamentos (os três estarolas, portanto…).

Gostei do hotel onde fiquei e de ter dormido sozinha naquela cama gigantesca. Gostei de acordar e, ao espreitar pela janela do quarto, ver o nevoeiro vagueante distanciar-se do rio onde pernoitara...


Gostei do tribunal e da simpatia dos funcionários e do à-vontade da juiz.


Gostei do passeio que dei a seguir pelo centro daquela cidade tão calma e gostei da echarpe que comprei na sisley em tons camel e roxos...

Ontem gostei de ser advogada. Já tinha saudades de sentir isto!

Foto de Miss Strawberry

17 de novembro de 2009

Countdown



Aproxima-se uma época de que não sou grande fã. Sim, estou a falar do Natal.


Talvez porque lá em casa sejamos cada vez menos, talvez porque a minha mãe também não o venere (e eu me tenha deixado influenciar…), talvez porque me recorde de uns quantos que passei a chorar… (não me perguntem porquê que eu não consigo explicar; só me lembro de ir a correr até à praia, chorar até mais não e voltar para casa de alma lavada…)

E porque estou farta mas mesmo muito farta de todo o conceito consumista que gira em torno da época natalícia (e para não sentir que estou a fazer algo apenas e tão só porque esta sociedade de consumismo imoderado em que vivemos assim o dita), este ano decidi que:

- não vou oferecer presentes (vulgo, bens materiais que custam rios de dinheiro) a ninguém (e sim, já comecei a avisar todos os envolvidos);
- vou ressuscitar uma tradição familiar antiga (não posso dizer qual, uma vez que a minha querida irmã faz o favor de acompanhar religiosa e diariamente o meu blog);



- vou preparar em família os doces de Natal, com todo o amor e carinho;

- vou manter algumas tradições (porque há coisas que nunca mudam nem devem mudar). E, portanto, aquela garrafinha especial de 1,5l de vinho tinto que todos os anos nos é oferecida pelo LSP não me escapa (claro está, devidamente partilhada com o Papi e com a mana, como é costume); o cd com músicas de Natal a tocar junto à lareira também não vai faltar; nem as velinhas em tons de vermelho e dourado espalhadas pela sala.

E pronto, basicamente é isto. Pode ser que, desta forma, consiga sobreviver decentemente a este Natal (palpita-me que este ano o papão-que-me-atormentava-e-me-fazia-chorar-que-nem-uma-Maria-Madalena não vai aparecer e, portanto, este vai ser um Natal especial…)

16 de novembro de 2009

que saudades que eu já tinha disto (not!)


Uma das grandes vantagens de não ter televisão em casa é, sem dúvida, não ter de gramar com quinhentos mil anúncios a lembrar, insistentemente, que o Natal está à porta.


Abençoada decisão!

Suspeitas confirmadas



Este fim-de-semana confirmei o que há muito suspeitava: as pessoas não andam nada bem. Não sei se é do tempo, não sei se é da crise, não sei se da pura estupidez que lhes invade os cérebros...

Entre discussões parvas à mesa num jantar em família que, à partida, tudo teria para ser agradável; passando por uma velha estúpida que achou por bem ir assistir a uma conferência sobre surf a um sábado de manhã e atacar o orador [homem humilde e paciente, muuuuuuuuito paciente] com comentários e observações totalmente ridículos e descabidos e que tirariam a paciência a um santo, diga-se de passagem, terminando numa das convidadas para um churrasco que, a meio da tarde, decidiu revelar-se e virou histérica, pondo-se a gritar para os restantes convidados: "então mas ninguém faz nada?!? sou só eu que trabalho aqui?", este fim-de-semana houve de tudo um pouco...

E eu grito primeiro WTF???? e depois pergunto: O que se passa com o Mundo? Está tudo doido?!?


[É por tudo isto que quanto mais convivo com outras pessoas mais me apetece ficar no meu mundinho, no sossego do lar e na companhia do meu mais-que-tudo...]


13 de novembro de 2009




Perdi a vergonha. E a tristeza que, nos últimos tempos, me atormentava já faz parte do passado. Agora sim, sinto-me em casa. Este blog está feliz.


[Acho que vou até mudar a cor de fundo só para demonstrar a felicidade que se instalou...]

[Bom, talvez um dia destes, quando dominar o html…]

a tradição já não é o que era...


Eu e o G. estamos convidados para um churrasco desde Agosto. Por inúmeros motivos, tem sido sucessivamente adiado. Parece que se vai realizar no Domingo. O anfitrião pediu-nos para levar a carne… Por nós, tudo bem...

 
(a tradição já não é o que era ou é só impressão minha?!?)

12 de novembro de 2009

vírus


Fui atacada por um vírus.

É a única explicação que encontro para o facto de, ontem à noite, em menos de hora e meia, ter escrito dez textos. Assim num ápice, como se fizesse disto profissão [dream on girl...]

Terá sido do chá preto com cereja?

Eu tinha mesmo ideia de ir. Até me deitei cedo e tudo, juro. Mas não sei se foi do chá preto com cereja a seguir ao jantar, se foi da adrenalina provocada pelo excesso de trabalho para um só dia, que só consegui adormecer a horas indecentes… (passava das duas e, para mim, são horas indecentes…). E, portanto, não fui.


Nota: isto acontece-me quase todos os dias.


Doce Novembro (ia pôr o título em inglês mas não quero ser acusada de plágio)



Este sábado vou jantar com as minhas duas amigas homónimas. Uma trabalha comigo e vejo-a todos os dias mas à outra não. E tenho saudades dela. Muitas.



No sábado seguinte, tenho também encontro marcado com outras duas fofas que me acompanharam nos tempos de faculdade e que não vejo com a frequência que queria(íamos, espero).

Obrigada doce Novembro por trazeres de volta as minhas amigas!

Fotografia de Maria Isabel Batista retirada daqui.


Sim, eu sei que tudo são recordações (ler a cantar, por favor) mas, ainda assim, eu gostava de os ter de volta. E de que falo eu?, pensam vocês...

Falo daqueles objectos que, ao longo da vida, vamos emprestando a amigos e conhecidos e aos quais nunca mais voltamos a pôr a vista em cima (quer dos objectos quer dos amigos).

Falo, portanto, do meu cd dos The Verve que emprestei a um amigo de um amigo só-para-gravar-e-que-mo-devolveria-logo-no-dia-seguinte; falo dos meus livros de filosofia do 12.º ano que-emprestei-a-alguém-só-para-o-desenrascar-no-exame-a-que-provavelmente-não-iria-passar-e-portanto-não-valia-a-pena-estar-a-gastar-dinheiro; falo dos livros do código que emprestei a uma amiga que-achou-desnecessário-adquiri-los-tendo-em-conta-que-eu-tinha-acabado-de-tirar-a-carta-e-eram-mega-recentes; falo, portanto, da dúzia de cd´s que ficaram esquecidos dentro do tablier de um carro de um ex-namorado que, entretanto, foi vendido (refiro-me ao carro, nao ao ex); falo também de uma clutch de cerimónia que-emprestei-a-uma-amiga-só-para-ir-a-um-casamento-e-prometo-que-ta-devolvo-logo-na-segunda-feira (ya, ya, ya)...

Enfim, e estas são aquelas de que me lembro... Pena que seja só eu...


Nota:Eu não sou egoísta. E gosto de emprestar as minhas coisas. Mas confesso que cada vez menos... Muito menos...

11 de novembro de 2009




Porque esta podia ser, sem dúvida, a banda sonora de todos os meus dias...

...



Acordei com uma dor de cabeça irritante que ainda não teve a bondade de me abandonar.
Fiquei perplexa com esta notícia.
Fico sempre transtornada com suicídios. Fico sempre sem saber se foi um acto de coragem e determinação ou se um acto de desespero, impotência e desconsideração pelos que cá ficam...
Mas fico sempre triste...

10 de novembro de 2009

Eu não ando mesmo nada bem...



E não é que hoje tive a brilhante ideia de me pôr a ver terrenos e montes/quintinhas em ruínas ali para os lados da Costa Vicentina [mais propriamente na zona de Aljezur, assim bem pertinho da Arrifana]?
E não é que deitei mãos à obra e reconstruí esses montes/quintinhas em ruínas, dei vida ao nosso projecto do surf camp [e do meu barzinho associado], decorei todas as divisões, cantos e recantos [até pintei uma parede de azul, vejam bem!], brinquei descalça e rebolei com[o] as crianças, corri de um lado para o outro com os cães, andei de baloiço, tratei da minha horta e do jardim, preparei uma refeição divinal para o jantar, tirei mil e uma fotografias que espalhei pelas paredes, pus as camas a arejar e inspirei o ar puro da manhã...

Estão a ver como eu não estou nada bem?!? I told you so...

9 de novembro de 2009

Post desconexo [um bocadinho à minha imagem...]



Bali. A montanha e a neve. Sol quente e areia fina. Arrifana. Um escritório no jardim. Uma máquina fotográfica. Eu, tu e ela. Sempre. A beleza das pequenas coisas conjugada com sentimentos puros. Desprendimento. Liberdade. Amor. The Album Leaf. O sossego dos recantos perdidos e inacessíveis. Pássaros @7am. Lençóis acabados de lavar e passados a ferro. Almofadas baixas. Camas brancas. Quartos brancos. Sorrisos sinceros. Família [a nuclear, a restante é-me indiferente]. Viagens sem destino. Mochilas às costas. Pranchas de surf. Protectores com cheiro a praia. Passadeiras de madeira. Água salgada no corpo. Perfumes que marcam. Compromisso. Pessoas honestas e simples. Amigos sinceros. Poucos. Fotografia. Preto e branco. Escrita. Um perfume novo. Correio acabadinho de chegar. Romãs. Pulseiras e colares originais. Anel de prata no polegar esquerdo. Roupa simples e confortável. Galochas coloridas. Livros e cd's [genuínos]. Paredes pintadas de cores fortes. O cheiro do campo. Passeios à beira-mar. New Zealand. Vento gélido na cara. A lua reflectida no mar. Dançar e cantar à chuva. Roupa molhada colada ao corpo. Andar descalça. Conhecer pessoas novas. Yoga. Ubud. Arrozais. Vinho tinto. Vodka preta. Casar na praia a uma sexta-feira. Orquídeas brancas. Tulipas negras. Muse. Margaridas azuis. Patagónia. Unhas pintadas de preto. Arroz branco. Mercados. Cores e sabores. Frutas e legumes. O cheiro da terra molhada. Berlim. Havana. Filmes no quentinho, à lareira. Galerias de arte. Tim Burton. Coisas novas. The Veils. Vietname, Laos e Cambodja. Pizzas em forno a lenha. Strawberry juice. Biquinis coloridos. O veleiro. Finais de tarde na praia. Agenda Moleskine. Colisão. Tatuagem. Sonhos. Muitos. The Straight Story. É o que quero para mim: uma história simples e uma vida tal e qual.

6 de novembro de 2009

Porque há momentos assim...



... em que tudo o que se sente é uma serenidade absoluta. E o desejo incrível de que o tão desejado fim-de-semana chegue. Para estar entre amigos, família, copos e gargalhadas. Para me despedir de uma amiga que vai para o Brasil. Para acordar um bocadinho mais tarde e ir passear à beira-mar em vez de ir para o escritório. Para ver o G. a surfar e aventurar-me e ir com ele. Para dar uma mãozinha a uma amiga e para surpreender um outro numa festa de aniversário. Para ler, sonhar acordada e tomar de assalto as minhas personagens preferidas, fingindo ser um outro alguém num outro sítio qualquer. Para ver filmes enroscadinha no G., a beber chá de jasmim. Para partilhar sorrisos, segredos e manias com uma Miss Strawberry em ponto pequeno [que, não me sendo nada, é uma autêntica cópia da minha pessoa]. Para retemperar energias e absorver todas as forças necessárias para enfrentar mais uma semana de trabalho... até ao fim-de-semana seguinte...


Bom fim-de-semana!

Foto de Miss Strawberry

hoje...

... é um daqueles dias em que me apetece dizer tanto e não consigo dizer nada.




Foto de Ansel Adams

5 de novembro de 2009

Se eu podia...

ser de outro clube que não do Benfica

Podia mas não era a mesma coisa...

os amigos do monstro

Descobri-os no passado fim-de-semana no Festival da Terra. Fiquei fã, verdadeiramente deliciada. O cenário pareceu-me digno do imaginário de Tim Burton, que eu tanto adoro. O G. conhece-me bem e não hesitou em oferecer-me um dos exemplares. Eu, eu adorei e, por isso, não resisto em partilhar o excelente trabalho da Bena e do Rui.

4 de novembro de 2009

O laço cor-de-rosa...


... lembra-me a pessoa maravilhosa que és. Traz-me à memória o que julgavas ser o desmoronar do teu ser, ao primeiro impacto. A volta que, logo de seguida e inesperadamente, foste obrigada a dar à tua vida. O sofrimento por que passaste [e que ainda se encontra cravejado em ti] e a forma airosa como conseguiste derrotar o monstro. Lembra-me as lágrimas, o desespero e a angústia da incerteza... o dia de amanhã, como se fosse o último. O retrocesso, as agonias, a vontade de desistir. O querer lutar, sobreviver e apagar da memória todos aqueles momentos maus e dolorosos que se entranharam em nós. 

És uma mulher forte. Das mais fortes que conheço. E a tua maneira de ser, a par da bondade e da coragem e determinação com que sempre ultrapassaste todas as adversidades, fazem de ti o meu exemplo a seguir. E, certamente, o de tantas outras mulheres.

Parabéns, Mami, pelos teus 53 anos e obrigada pelo maravilhoso jantar de ontem...

Hoje flutuo

Vagueio subliminarmente pelo espaço aéreo da minha imaginação
Em busca do desconhecido, cruzo-me com o limiar da realidade
Avisto, ao longe, as formas curvilíneas de todos os sítios onde nunca estive
Capto a ternura e o medo dos olhos que me observam. São de pessoas a quem nunca dirigi a palavra mas que conheço tão bem…
E sonho, sonho que um dia me entrosarei no meio dessas gentes e desses sítios desconhecidos.
E que os meus olhos também revelarão a ternura e o medo que me catapultaram para essa felicidade. E o desejo e a angústia. E a saudade e o desnorte. Mas não me importo.

É esse o meu destino.

3 de novembro de 2009

Será pedir muito?



Eu, tu, o meu ipod e os meus livros.
É só o que peço para hoje...


Foto de Miss Strawberry

30 de outubro de 2009

À noite em Lisboa


Mudei-me para Lisboa há, mais ou menos, ano e meio... uma mudança necessária que há muito se impunha mas que só no passado ano, por inúmeras circunstâncias, foi concretizada. Lisboa já faz parte da minha vida desde a altura em que vim para a faculdade. Viagens diárias de ida e volta que me roubavam sempre, no mínimo, duas horas do meu dia. Terminei o curso e comecei a estagiar em Lisboa e por cá fiquei. A rotina diária manteve-se e, no cômputo geral, andei cerca de nove anos a deslocar-me de um lado para o outro.

Até que no ano passado me mudei. Não foi fácil, confesso. Não é aqui que está a minha família nem o meu namorado [pelo menos, numa base permanente] nem os meus amigos nem os sítios do costume. E, portanto, a tendência nos primeiros tempos foi a de encarar aquele espaço a que agora chamo home sweet home como um quarto de hotel. Via-o como um sítio temporário, impessoal, onde passava a semana, apenas por razões de comodidade e proximidade do local de trabalho e sempre, sempre a pensar no fim-de-semana...

Mas, desde há uns tempos para cá, decidi mudar de atitude. E desbloquear o preconceito que criei em relação a esta cidade. Lisboa pode não ser o meu local de eleição para viver mas, enquanto por cá estiver, vou aproveitar esta cidade ao máximo e explorá-la em pormenor, tal e qual como faço com todas as outras cidades que visito e tanto adoro!

E eu vivo numa zona bonita e central, entre o Marquês e o Princípe Real, e que tanto tem por descobrir. O que me coloca numa posição privilegiada que não posso continuar a ignorar. E por isso, ontem, pela primeira vez desde que cá estou a tempo inteiro, decidi fazer uma caminhada por Lisboa à noite. E adorei o que vi e o que senti. Os cheiros e as cores da cidade. As pessoas, diferentes e apressadas. O pulsar constante que a inunda de boas vibrações... os edifícios novos, os reconstruídos e os abandonados que lhe dão uma aura especial... a música no ar que animava as gentes nas esplanadas dispersas... as ruas iluminadas e os becos escuros e cinzentos... as calçadas irregulares...

E eu gostei. Gostei tanto. Home sweet home

foto de anaPaipita

objectos que falam #2













A capa quase desfeita.

As folhas envelhecidas, tingidas de um amarelo torrado, já seco, encontram-se manchadas com o sal das suas lágrimas.
Pequenos triângulos vincados em algumas páginas. Marcam-nas no canto superior direito.


Palavras que, decerto, lhe ficaram cravejadas na alma.
Palavras que, decerto, acompanharam os seus últimos dias de solidão e desespero.


Leu-o até ao fim.
O rasto salgado comprova-o.


Mas sei que morreu feliz. Não podia ter escolhido melhor companhia.

29 de outubro de 2009

The soloist



Marcou-me.


E fez-me recordar as premissas em que o amor e a amizade se devem basear...

28 de outubro de 2009





Vivo, há anos, numa ânsia constante em ser magra*. Aliás, o que eu queria mesmo era ser alta e magra. Alta, tornou-se manifestamente impossível a partir do momento em que atingi a minha altura máxima, que é a que hoje ainda tenho [parece-me razoável poder afirmar, com um elevado grau de certeza e convicção, que, com vinte e oito anos, já não crescerei nem mais um centímetro!].
Agora quanto a ser magra, confesso que ainda não perdi a esperança. Nem o apetite...

[e acho, tenho cá para mim, que é precisamente aqui que reside o problema...]



*uma ânsia que, a certa altura, se transformou numa doença perigosa [felizmente há muito ultrapassada] e que me levou até ao "Outro Lado do Espelho".

Ausência (in)justificada



Não, não vou justificar a minha ausência. A ausência que me tem afastado de mim e daqui e do mundo que me rodeia... que me tem toldado o pensamento como se, por osmose, se incorporasse numa garrafa de um qualquer vinho tinto e me obrigasse a sorvê-lo lentamente ...

Esta ausência que me deixa triste e insegura... e me retira as emoções. Que me transforma num autómato e me faz passar pelas coisas sem as conseguir sentir. Que me faz perder a capacidade de apreciar e assimilar o que a vida tem de bom. Que faz o meu corpo avançar sozinho, errante, sem destino nem direcção...

Às vezes tenho a sensação que me perdi algures no caminho. Que existe alguma parte do percurso onde trocaram as setas de orientação e me fizeram percorrer o trilho errado... Que me obrigaram a andar à deriva. Até agora.

Dias há em que volto atrás [julgo eu] e retomo a direcção correcta. Outros em que, inconsequente e despreocupadamente, sigo em frente. Dias em que simplesmente caminho e em que, de uma forma rotineira e mecânica, faço tudo aquilo que é suposto fazer. Durmo, alimento-me, trabalho e executo as tarefas básicas do dia-a-dia. Regresso a casa e durmo outra vez. Acordo no dia seguinte e é tudo igual...

E eu quero mais que isto. Quero voltar atrás no percurso e seguir o trilho correcto. [às vezes é preciso andar para trás para poder seguir em frente.]

Ou então não. Perante a impossibilidade de conseguir regressar ao sítio certo ou face à eventualidade de o mesmo já nem sequer existir, o melhor mesmo é construir o meu trilho a partir daqui. A partir do agora.

E, portanto, eu vou em busca da felicidade pura. Mas com toda a emoção do mundo.
E vou pôr sentimento em tudo aquilo que faço porque só assim conseguirei absorver a essência de todas as coisas. Vou voltar a sorrir infantil e despreocupadamente. Deixar de me preocupar com o que os outros pensam de mim. Vou ser mais tolerante e compreensiva. Vou deixar de ser insegura e complexada. E não vou deixar que a tristeza e a apatia me suguem a alma. Vou seguir em frente, determinada e de cabeça erguida, e fazer tudo o que me der na real gana.
Sem me preocupar com as consequências.

Porque quero... andar descalça quando me apetecer e tomar banhos de mar no Inverno, nas praias desertas de gente... sentir a água fria a gelar-me os ossos e a purificar-me a alma... passar noites sem dormir só para ver o nascer do sol... dormir ao relento na relva húmida, a suspirar com as estrelas... meter-me dentro do carro e viajar sem destino só porque sim. Sem justificações.... viver sem arrependimentos e sem sentimentos de culpa

E quero absorver todos os sorrisos e energias positivas à minha volta e distribuí-los em triplicado!

E, quando chegar o dia, vou olhar para trás e arrepender-me de mil e uma coisas. Mas nunca de ter vivido intensamente! Com toda a emoção do mundo...


Imagem: http://br.olhares.com/ausencia_foto848525.html


Artista: u m b r i a

22 de outubro de 2009

restart



Hoje é um bom dia para fazer um restart na minha vida. Para passar, finalmente, da teoria à prática. Para delinear ideias, definir estratégias e configurar opções. Para enterrar as mágoas e sepultar os dilemas. Para renascer das cinzas. Volto em breve com as ideias no devido lugar.

21 de outubro de 2009

palavras soltas



Eu gostava que o tempo perdurasse no tempo...
que nele próprio se incorporasse, absorvendo-se a si mesmo... 
e gostava que o hoje, amanhã, pudesse ser o ontem
para que o amanhã, depois, pudesse ser o hoje que não foi...


20 de outubro de 2009

um dia destes...



...deixo de comer doces e guloseimas. Hoje é o dia.

pequenos momentos



Hoje já fui espancada com o olhar por ter referido o quanto adoro estes dias assim e as saudades (muitas) que tinha da Senhora chuva...

Talvez seja uma manifestação do meu lado mais "dark" e melancólico mas o facto é que eu gosto mesmo dos dias de chuva. Porque, para mim, acordar com o som das gotas de água a despenharem-se no chão do terraço e a baterem à janela do meu quarto, querendo despertar-me em surdina, é das coisas mais deliciosas com que a Natureza me pode brindar... e o que eu deliro com estes sons, ao acordar assim, ensonada, quentinha e enroscadinha no G...

E se a tudo isto pudesse juntar o meu sofá com vista para o mar, a minha mantinha verde alface (quentinha como só ela), a insustentável leveza do ser e o dave matthews e o tim reynolds live at luther college, então aí o meu dia seria, simplesmente, perfeito...

Porque são estas coisas simples que me fazem feliz...

19 de outubro de 2009

Ponto de situação*




Estive o dia inteiro a pensar nisto. A questionar-me por que existes. A tentar descobrir a razão pela qual te dei vida.

E às vezes esqueço-me, confesso. Iludo-me e encho-me de vaidade, visitando-te vezes sem conta, quase compulsivamente, à procura de quem andou à espreita ou por cá deixou uma mensagem... mas depressa desço à terra e realizo que existes para mim, como um complemento... porque me fazes bem e porque me fazes falta... porque são inúmeras as vezes em que me fazes levitar e sentir assim soltinha, soltinha...

Porque preciso de ti para expressar o que sinto cá dentro e que, de outra forma, permaneceria guardado como até então... para revelar segredos, para partilhar crises existenciais e angústias, para soltar desabafos e palavras desconexas, para ser eu como só eu sou...

E sei que já não vivo sem ti. Nem sem os teus pares, que religiosamente visito todos os dias. Porque esses também já fazem parte de mim. E, porque no meu imaginário, conheço bem as pessoas por detrás dos posts neles publicados. E delas também sinto a falta quando não os visito tão regularmente quanto queria... 

E é por tudo isto que existes. E também por me camuflares em ti e por não revelares ao mundo a minha identidade... porque, afinal de contas, tu e eu só na minha clandestinidade perduraremos...

*ou a razão da tua existência

Porque há dias assim...


perfeitos, perfeitos, perfeitos. E mágicos...

E ontem foi um deles. Acordámos tarde (ao contrário daquilo que tínhamos combinado na noite anterior...). Arrastei o G. da cama, preparámos a mochila, prancha de surf dentro do carro e lá fomos nós.

Decidimos ir para a "nossa" praia. Ele, eu e a parte de baixo do meu biquini...
A praia estava deserta (se não contarmos com as dezenas de gaivotas que se encontravam no areal...). E foi dos melhores dias que passei na praia. Já não consigo recordar com exactidão as vezes que fui à água. Mas lembro-me que cada mergulho era ainda mais retemperador que o anterior. E lavei a alma. E senti-me bem, mesmo muito bem...

Aproveitámos o dia ao máximo. Namorámos muito, corremos pela praia feitos tontos atrás das gaivotas, pusemos a leitura em dia e descansámos...

Terminámos o dia no terraço do surf camp a partilhar uma caipiroska de manga e a contemplar o pôr-do-sol e os surfistas que ao longe ainda competiam... E a sensação de bem estar foi única e maravilhosa. E transcendeu-me. E fez-me sentir uma sortuda por poder viver dias assim....

O único senão: o acesso àquela praia é feito pelos rochedos e, portanto, hoje estou que nem posso... subir e descer rochas, tentando manter o equilíbrio não é fácil. Fortalece os músculos, é um facto. Mas dói, dói muito.


Foto by Miss Strawberry

16 de outubro de 2009

only a surfer knows the feeling...



... e eu quero poder dizê-lo com toda a legitimidade do mundo. Quero ter o direito de o fazer. De coração. De sentimento e de verdade.

Porque esta é, sem dúvida, uma forma de estar na vida que me fascina e desconcentra. Que me faz sonhar por uma vida diferente... que me absorve os pensamentos e me faz desejar ter uma alma pura e um mundo azul...

Porque quero a forma despretensiosa e despreocupada com que encaram o dia-a-dia a percorrer-me as veias. Porque quero, por inteiro, o contacto com a Natureza, quero o Mar como amo e senhor, quero sentir o espírito livre e descontraído em todas as minhas entranhas...

Porque depois de ter passado por Bali, a minha vida nunca mais foi a mesma... porque me fez sentir prisioneira no meu próprio corpo quando tudo o que quero é libertar-me assim...

Porque me fez desejar ter o espírito surfista no corpo e na mente, de alma e coração... e porque me fez querer ter esse espírito instalado em todos os movimentos, em todos os impulsos e em todas as reacções.


objectos que falam #1




A moldura castanha de madeira escura que abraça a velha fotografia está tão velha quanto ela. Julgo até que estão juntas hoje como sempre estiveram desde o dia em que aquela fotografia a preto e branco foi tirada. Antiga, carcomida e bafienta, já quase não revela a figura que nela, outrora, foi estampada.
Está despigmentada e já só revela um vulto. A sua cara, já quase imperceptível, deixa ainda transparecer os seus contornos arredondados. E a tua farda. E as tuas medalhas.

Mas já não consigo ver os teus olhos doces... Os olhos que só a mim revelavam doçura e carinho. Compreendo que para os outros pudessem apenas revelar frieza, distanciamento e crueldade. Bem sei que o cargo militar que ocupavas e que deu nome a esta família assim o exigia. Mas sinto a falta dos teus olhos doces, que me acalmavam. E tenho saudades tuas, Avô...


foto daqui: http://livrosealfinetes.files.wordpress.com/2009/01/ft_mslmisc_06_l.jpg

15 de outubro de 2009

hoje não é o dia

Há dias em que parece que tudo nos acontece. E há outros em que tudo nos acontece mesmo!

Pensava eu que o pior que me tinha acontecido hoje era ter vindo para Lisboa de manhã e me ter esquecido do telemóvel em casa do G. (que, by the way, vive na Ericeira). Mas não, como se isto não bastasse, eis que também me esqueci das chaves da minha própria casa dentro do meu próprio carro que ficou estacionado à porta de casa... dele!

E o que pode ser pior do que isto??? Só mesmo o facto de não o conseguir contactar porque também ele, pelos vistos, se esqueceu do telemóvel em casa...

E agora, durmo na rua?!?

Hoje não é, definitivamente, o meu dia...

Coisas de que eu não gosto #1

Há coisas de que eu, definitivamente, não gosto.
Ele dizer-me "queres parar com isso? Pareces a minha mãe!" é uma delas.

orgulho nacional

Fui só eu que deixei escapar uma lagrimita ao ouvir 28 mil pessoas a cantar o nosso hino num coro perfeito? É que fiquei mesmo emocionada... arrepiadinha, até.

(e a esperança renasce...)

13 de outubro de 2009

...confissões ao luar...



A noite fria invade-me o quarto. Entra, ao de leve, pela janela pequenina do sótão. Pede-me um cigarro. Faço-lhe companhia na clandestinidade. Partilhamos segredos, desabafos, sonhos perdidos e esquecidos no tempo. Recordamos juntas a solidão que, por vezes, nos assolava e teimava em se instalar dias e dias a fio. Tenho saudades dessas noites...



12 de outubro de 2009

barata tonta


Hoje não estou nos meus dias. Sinto que me começa a faltar tempo. Sinto-o a deslizar por entre os meus dedos, como se da areia mais fina do mundo se tratasse. Começo a ver os meus próprios projectos a engalfinharem-se uns nos outros. Como se de galos se tratassem, numa daquelas típicas e horrendas lutas a que quase assisti em Nusa Lembongan. Onde aquele que não sucumbir, segue em frente...

Bem sei que pode parecer estupidez mas são tantos os sonhos que quero realizar (não imaginam o tamanho da minha to do list) que julgo não ter tempo para os concretizar a todos... na altura ideal.

Porque gostava de tirar o Mestrado mas acho que não o devia fazer antes do casamento... Porque quero fazer uma viagem de volta ao mundo mas só depois do casamento e do mestrado e antes de ter o meu primeiro baby... Porque se casar, tirar o mestrado e fizer a viagem de volta ao Mundo com os intervalos de tempo que mentalmente conjecturo, já será tarde para um primeiro filho... Porque isto e porque aquilo. Porque, aparentemente, por cada uma das coisas que opte fazer, outra se perderá pelo caminho...

E eu tento definir as prioridades. E escolher o que será melhor para mim (nós). E, se por um lado, eu e o G. queremos casar, fazer a nossa rtw (de forma a conseguirmos escolher O sítio onde queremos que os nossos filhos cresçam, com uma vidinha descontraída e de pezinho na areia) e seguir o nosso projecto, por outro lado penso que sentido fará continuar a apostar na minha carreira profissional quando no fim, o que eu realmente quero, é ter um surf camp e um barzinho numa praia algures (ou em nenhures)? 

É por tudo isto que hoje me sinto uma barata tonta... muito tonta...

9 de outubro de 2009

momentos zen


Hoje tive a minha primeira sessão de yoga. Já há muito que queria experimentar e hoje foi o dia.

(yoga é apenas uma de milhares de outras coisas que quero experimentar! Andava há meses a matutar nisto. Ando sempre a querer experimentar coisas novas e a matutar nelas, até que finalmente me decido...). Adiante.

Adorei a aula. Estou zen. Muito zen. Descontraidíssima. (Tão descontraída que nem me apetece trabalhar...) Mas venho de lá meio aborrecida. Um pouquinho desiludida, até...

Era a única aluna nova. Nunca tinha feito uma sessão de yoga (pelo menos, de forma séria). E não me explicaram nada. Nem os chakras, nem os mantras, nem as posições. Nada. E eu pergunto: não era suposto haver uma abordagenzinha inicial para os novatos? Só assim para explicar o significado do yoga e dos conceitos associados?!?
Ou então era eu que já devia ter ido com a lição estudada... O que é certo é que limitei-me a tentar imitar os outros alunos e a professora.. nos exercícios, na respiração, nos sons e posições que faziam... E confesso que estava à espera de algo muito mais espiritual e transcendente...

E, como não estou satisfeita (e não sou pessoa para desistir de nada), vou fazer a minha própria pesquisa e investigação e para a semana experimento novamente com outro professor. Só assim para tirar as teimas...

8 de outubro de 2009







Tenho saudades de dançar debaixo de chuva. De ficar com a roupa colada ao corpo de tão encharcada. De sentir as gotas de água fria a escorregar pelo meu rosto. De sentir a felicidade pueril de ter feito algo que não é suposto...  


7 de outubro de 2009




Perdi ontem a pulseira que me acompanhava todos os dias há cerca de três anos.
E com ela perdi também uma pequena parte de mim....
Estou triste.
Detesto perder coisas!

6 de outubro de 2009

Sandálias à chuva

Acordei cedo. Tinha um trabalho importantíssimo para terminar até à hora de almoço. Espreitei pela janela e vi o chão todo molhado. Dia de chuva, portanto.

Planeio rapidamente o que vestir e, principalmente, o que calçar. (confesso que ainda não fiz a célebre troca de roupas e calçado entre estações e, portanto, os armários lá de casa ainda me presenteiam com outfits leves e descontraídos)...

Decido-me por um vestido e uns sapatinhos lindos que adquiri recentemente. Perfeito!

Não, tudo menos perfeito. Pois no exacto momento em que me preparo para calçar o sapatinho, eis que reparo que o dispositivo do alarme ainda vinha atrelado ao mesmo! Bem sei que as tachas estão na moda mas o cenário era demasiado ridículo.

Agora já estava mega atrasada e tinha MESMO de ir para o escritório.
Alternativa: um outro par de sapatos que tinha lá em casa (mas que têm um salto finíssimo e que me magoam horrores) ou as sandálias prateadas lindas de morrer que me têm acompanhado este Verão e que, além disso, são super confortáveis?

Escolha feita: as sandálias. Escolha deveras ridícula mas a única possível naquelas circunstâncias...

E assim foi, hoje saí à rua de sandálias. Num dia de chuva. E toda a gente olhou para mim. Aliás, para os meus pés. (eu até os compreendo, só uma louca saíria à rua de sandálias num dia como o de hoje!). E senti-me deslocada e só me apetecia enfiar-me num buraco qualquer. Rezei para que não passasse por mim ninguém conhecido. E descobri, à minha custa, por que motivo não se calçam sandálias em dias de chuva. Não, não é só para evitar que os pés se molhem. É porque as p*tas das sandálias não aderem ao piso molhado e, portanto, hoje fiz o percurso todo até ao escritório num misto de bailarina profissional no gelo, a deslizar pelo chão de calçada portuguesa como se não houvesse amanhã, e um jogador de hóquei em patins a tentar a todo o custo travar a fundo de forma a não se espetar contra os painéis publicitários!

Só a mim é que estas coisas me acontecem!

Este fim-de-semana foi...

... provavelmente, o melhor dos últimos tempos!

Saída de Lisboa, na 6.ª feira à tarde, rumo à Costa Vicentina. Como eu adoro a Costa Vicentina!
Raios de sol desabrochavam entre as copas das árvores para nos saudar à passagem. Imagens que ficam presas na retina e se transformam num quadro que só a nossa mente absorve...

Chegada à Arrifana, ao entardecer. Um pôr-do-sol entrosado com uma neblina fresca cumprimentaram-nos à chegada.
A praia, uma das mais belas que conheço, também esperava por nós...

Trago na memória a boa notícia à chegada... (parabéns C.)
... a simpatia com que nos brindaram no L-Colesterol...
... as noites escuras onde uma lua redonda e gigante foi sempre a verdadeira protagonista...
... o cheiro a urze, eucalipto e a mar...
... as garrafas de vinho que se evaporaram sem darmos por isso...
... entre conversas soltas, confissões vindas do nada, brindes e desabafos...
... os inúmeros momentos de partilha e de descontracção...
... o pó nos carros (adoro!) que serpenteiam as estradas de terra batida...
... a Carrapateira e a Praia do Amado...
... as aulinhas de surf...
... aquele ambiente fantástico e que me deixa tão feliz...

E regresso ao trabalho, assim, revigorada. Estava mesmo a precisar de um fim-de-semana assim...

2 de outubro de 2009

Desculpa mana

Eu não queria ter falado daquela forma. Aos teus olhos, agressiva e prepotente... Sei que odeias quando o faço. Mas tu também não facilitaste e não me deste outra hipótese.
E a agressividade e prepotência não existiram. Tu é que achaste que sim. 
Agora sei que estás triste e eu não queria.
Agora, sem saber bem porquê, pesa-me a consciência.

Às vezes esqueço-me que ainda não aprendeste a lidar com a entoação das minhas palavras. Talvez um dia sejas capaz de não levar tão a peito as coisas que te digo com a mais pura das leviandades...

1 de outubro de 2009


Cavalos. Bisontes. Mamutes.
São os seres que habitam o andar por cima do meu. 
Aka vizinhos...

...Que bem podiam ir passar umas férias para bem longe.
 Ou, simplesmente, calçar umas pantufas!

Ultimamente ando tão assustadiça...




... que, por diversas vezes, on my way home, na penumbra da noite, me assusto com a minha própria sombra reflectida no alcatrão cinzento.



O que não abona muito a meu favor... Medo, muito medo.

Pensar antes de agir (repetir 100 vezes)!


Pensem bem antes de tentar impressionar o vosso chefe com as horas a que saem do escritório. É que o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro e em vez de fazerem um brilharete por estarem a sair às nove e meia da noite, saem de lá com uma quantidade de trabalho que nunca mais acaba e que ainda por cima tem de ficar pronta para ... ontem!

É que só mesmo alguém muito BURRA para fazer isto. Assim alguém tipo EU...

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