26 de maio de 2010
Coisas muito deprimentes (parte II)
E comer qualquer coisinha bem rápido que este corpinho não se alimenta do ar (embora eu não me importasse, verdade seja dita).
Coisas muito deprimentes
Verificar que, a esta hora, já nenhum dos meus contactos de msn se encontra online. Tenho mesmo de mudar de vida.
25 de maio de 2010
Nos últimos dias:
- Tenho trabalhado que nem uma mula
- Já arranquei, mais ou menos, 1/5 dos cabelos existentes na minha cabeça e desta clareira no cocuruto já ninguém me safa (em compensação, fortaleci imenso os músculos dos braços tamanho tem sido o tempo de suspensão)
- Perdi 900 gr. não sei bem como, dado que tenho comido que nem uma ursa
- Ainda não consegui verter uma lágrima (e que falta me faz)
- Descobri que as pessoas à minha volta, em quem me amparo sempre, também têm momentos de fraqueza e em que só lhes apetece desistir de tudo e fiquei a gostar ainda mais delas por ter percebido que são tão humanas quanto eu
- Decidi que, se a porcaria das cinzas do vulcão islandês não me impedir de chegar a solo vietnamita, sou capaz de ficar por lá a plantar arroz e a viver uma vida simples.
Tenho dito.
Um pouco mais de mim
Adoro o som do silêncio, o estar só acompanhada e a solidão da companhia.
O cheiro a urze pela manhã, o toque da tua pele na minha.
As gargalhadas infantis, as brincadeiras desajustadas, o roxo e todas as outras cores nas pálpebras de uma criança.
Adoro a partilha e os segredos dos fins-de-semana a três. Também gosto dos fins-de-semana a dois e daquilo que somos juntos.
Gosto de estradas desertas.
Gosto de me estender ao comprido no chão aquecido pelo sol. E no chão frio também.
Adoro o cheiro da maresia misturado com a neblina.
Gosto dos dias frios e cinzentos, de passear à beira-mar descalça (mas odeio a areia entre os dedos).
Gosto de ouvir vezes e vezes sem conta a mesma música, a minha música. E do sabor a que sabe e das memórias que me traz à memória.
Gosto de interromper a leitura de um livro que estou a adorar mesmo muito, muito, apenas para deixar o melhor para depois. Neste momento, são cinco os inacabados.
Gosto de sonhar acordada e de anotar todos os meus planos, os pequeninos e os grandes, os que vou concretizar no dia seguinte e aqueles que nunca conseguirei alcançar.
Gosto da minha vida mas não consigo deixar de desejar outra. Acho que sou a pessoa mais inconstante que conheço.
O cheiro a urze pela manhã, o toque da tua pele na minha.
As gargalhadas infantis, as brincadeiras desajustadas, o roxo e todas as outras cores nas pálpebras de uma criança.
Adoro a partilha e os segredos dos fins-de-semana a três. Também gosto dos fins-de-semana a dois e daquilo que somos juntos.
Gosto de estradas desertas.
Gosto de me estender ao comprido no chão aquecido pelo sol. E no chão frio também.
Adoro o cheiro da maresia misturado com a neblina.
Gosto dos dias frios e cinzentos, de passear à beira-mar descalça (mas odeio a areia entre os dedos).
Gosto de ouvir vezes e vezes sem conta a mesma música, a minha música. E do sabor a que sabe e das memórias que me traz à memória.
Gosto de interromper a leitura de um livro que estou a adorar mesmo muito, muito, apenas para deixar o melhor para depois. Neste momento, são cinco os inacabados.
Gosto de sonhar acordada e de anotar todos os meus planos, os pequeninos e os grandes, os que vou concretizar no dia seguinte e aqueles que nunca conseguirei alcançar.
Gosto da minha vida mas não consigo deixar de desejar outra. Acho que sou a pessoa mais inconstante que conheço.
21 de maio de 2010
20 de maio de 2010
Às vezes ser advogada não tem piada nenhuma.
Dêem-me antes um bar na praia e o dia inteiro com os pezinhos na areia a servir morangoskas, por favor.
Em Bali, de preferência (se não for pedir muito, claro.
Eu prometo que aí servia também as meninas da foto).
Foto de Miss Strawberry
18 de maio de 2010
Eu até nem queria falar sobre isto mas o último fim-de-semana não me sai da cabeça, tamanha foi a loucura.
E foi de tal forma, que nem sei bem por onde começar. Baptizado no sábado (para nós às três, para a mãe e respectivos convidados às quatro e meia) de um baby lindo de morrer que, com apenas três mesinhos de existência, já viu os seus ricos paizinhos fazerem-se à vida em direcções completamente opostas. Ah e tal, eu queria mesmo era ter um filho, portanto podes pôr-te a andar daqui para fora se não te importas. Apercebi-me agorinha mesmo que, afinal, não gosto de ti. Ups...
Ainda assim, conseguiram celebrar, em conjunto, a cerimónia religiosa mais hipócrita de todos os tempos. Acabada a cerimónia, os convidados que têm relações de amizade entre si trocam informações e apercebem-se que há duas festas: uma com o baby, em casa de sua mãe; outra sem o baby, em casa de seu pai. O G. é amigo do pai do baby e foi assim que eu fiz parte (e jamais esquecerei, confesso) da festa mais alucinada de todos os tempos.
Se alguém me dissesse que eu iria estar numa festa daquelas, com dezenas de marmanjos, a celebrar o baptizado de um puto de 3 meses, eu iria jurar a pés juntos que jamais, jamais, atentem bem, me veriam numa situação dessas. Cala-te boca que nestas coisas o melhor mesmo é ficarmos calados e não dizer desta água não beberei. Pelo menos, foi a lição que eu retirei daqui. E então eram mais ou menos 50 pessoas (entre as quais, 4 a 5 raparigas, euzinha incluída), numa casa minúscula mas com um grelhador ao pôr-do-sol e isso é que é importante, diziam os convivas. Foram quilos de carne, rios de bebida, vidas tão cheias, foram oceanos de amoooorrrrr… (e muita ganza se fumou naquela sala, credo!, e a música fazia (literalmente) estremecer todas as (poucas) paredes daquela casa e toda a gente dançava e dançava e falava alto pa caraças e continuavam a encharcar-se em bebida e eu às tantas, em desespero de causa, decidi beber um copo de vinho tinto quase de penalti e roguei ao G. por amor de Deus, leva-me daqui para fora imediatamente! Ala que se faz tarde, saímos na hora certa. Depois, ao que sei, foi o degredo total e os donos da casa (sim, que o recém-papá-recém-separado divide agora casa com um amigo) a tentar manter a postura perante a polícia enquanto alguém gritava da varanda “enrola outra, enrola outra”!
Eu e o G. decidimos então ir para um sítio mais calmo, mais a nossa (minha) onda e fomos ouvir o concerto da sweet Jasmim Jones no surf camp de Ribeira d’Ilhas. E eu confesso que não aguentei mais. E não queria acreditar no quão surreal havia sido a minha tarde de sábado. E foi aí que, iluminada, quem sabe, por uma luz divina, achei por bem começar a beber como se não houvesse amanhã. E assim foi uma morangoska, e outra e outra e ainda mais outra. Mas afinal houve amanhã e a bebida não me tocou assim tanto. Só um bocadinho, pronto.
Do G. nem vou falar. Deu asas à imaginação e foi vê-lo voar. Fui eu quem levou o carro para casa mas no dia seguinte o fofo ainda me disse: “olha, consegui estacionar bem o carro ontem à noite!, completamente surpreendido com a sua façanha!”. Pois, pois, estacionaste lindamente, querido. A cabeça na sanita, claro!
Ainda assim, conseguiram celebrar, em conjunto, a cerimónia religiosa mais hipócrita de todos os tempos. Acabada a cerimónia, os convidados que têm relações de amizade entre si trocam informações e apercebem-se que há duas festas: uma com o baby, em casa de sua mãe; outra sem o baby, em casa de seu pai. O G. é amigo do pai do baby e foi assim que eu fiz parte (e jamais esquecerei, confesso) da festa mais alucinada de todos os tempos.
Se alguém me dissesse que eu iria estar numa festa daquelas, com dezenas de marmanjos, a celebrar o baptizado de um puto de 3 meses, eu iria jurar a pés juntos que jamais, jamais, atentem bem, me veriam numa situação dessas. Cala-te boca que nestas coisas o melhor mesmo é ficarmos calados e não dizer desta água não beberei. Pelo menos, foi a lição que eu retirei daqui. E então eram mais ou menos 50 pessoas (entre as quais, 4 a 5 raparigas, euzinha incluída), numa casa minúscula mas com um grelhador ao pôr-do-sol e isso é que é importante, diziam os convivas. Foram quilos de carne, rios de bebida, vidas tão cheias, foram oceanos de amoooorrrrr… (e muita ganza se fumou naquela sala, credo!, e a música fazia (literalmente) estremecer todas as (poucas) paredes daquela casa e toda a gente dançava e dançava e falava alto pa caraças e continuavam a encharcar-se em bebida e eu às tantas, em desespero de causa, decidi beber um copo de vinho tinto quase de penalti e roguei ao G. por amor de Deus, leva-me daqui para fora imediatamente! Ala que se faz tarde, saímos na hora certa. Depois, ao que sei, foi o degredo total e os donos da casa (sim, que o recém-papá-recém-separado divide agora casa com um amigo) a tentar manter a postura perante a polícia enquanto alguém gritava da varanda “enrola outra, enrola outra”!
Eu e o G. decidimos então ir para um sítio mais calmo, mais a nossa (minha) onda e fomos ouvir o concerto da sweet Jasmim Jones no surf camp de Ribeira d’Ilhas. E eu confesso que não aguentei mais. E não queria acreditar no quão surreal havia sido a minha tarde de sábado. E foi aí que, iluminada, quem sabe, por uma luz divina, achei por bem começar a beber como se não houvesse amanhã. E assim foi uma morangoska, e outra e outra e ainda mais outra. Mas afinal houve amanhã e a bebida não me tocou assim tanto. Só um bocadinho, pronto.
Do G. nem vou falar. Deu asas à imaginação e foi vê-lo voar. Fui eu quem levou o carro para casa mas no dia seguinte o fofo ainda me disse: “olha, consegui estacionar bem o carro ontem à noite!, completamente surpreendido com a sua façanha!”. Pois, pois, estacionaste lindamente, querido. A cabeça na sanita, claro!
Andam uns pais a criar uns filhos uma vida inteira para isto. Shame on us…
14 de maio de 2010
Há uma música nova de Train que me põe a sonhar acordada e me transporta para noites de Verão bem quentes e me põe a dançar com os pés na areia, de braços esticados a girar sobre mim mesma e a sorrir, a sorrir, feliz, leve e livre, de vestidinho branco e cabelos louros à solta. E a divertir-me com o meu grupo de amigos, no surf camp de Ribeira a comer aquelas pizzas maravilhosas e a beber morangoskas contigo, ao final da tarde, a ver o pôr-do-sol no terraço e a sombra dos surfistas no mar dourado. Ai verão, volta rápido por favor. Falta-me o sal e o sol.
13 de maio de 2010
Há coisa mais estúpida?!?
O que é que Miss Strawberry faz quando está com a neura?
Vai às compras.
O que é que acontece depois de Miss Strawberry ir às compras?
Fica com uma neura ainda maior, com um peso gigante na consciência por todo o dinheiro que gastou!
Vai às compras.
O que é que acontece depois de Miss Strawberry ir às compras?
Fica com uma neura ainda maior, com um peso gigante na consciência por todo o dinheiro que gastou!
Sim, estou no bom caminho, não haja dúvida!
[digam-me, por favor que não sou a única...]
29 de abril de 2010
28 de abril de 2010
Os meus dias têm mais horas que os teus
7h da manhã – pular da cama com um olho aberto outro fechado
Pegar no carro, ir até ao Parque de São Sebastião e deixá-lo lá a apanhar um solzinho bom.
Passeio a pé em passo rápido até Ribeira d’Ilhas (40 minutos a andar bem)
[a Ericeira de manhã é tão mas tão linda]
Passar pela padaria para comprar pão e queijinhos frescos na Loja da Amélia
Regressar a casa, tomar banho e despachar-me a mil à hora
Vir para Lisboa (carros, obras na A8, greves, confusão imensa)
Próxima paragem: Finanças (despachei-me relativamente rápido, abençoada preferência no atendimento)
Escritório, contratos e mais contratos e assuntos pendentes para despachar
Almoço em casa com uma amiga; preparar almoço para as duas, arrumar e limpar cozinha
Passar pela farmácia e tomar café no sítio do costume
Passar pela farmácia e tomar café no sítio do costume
Tarde no escritório a dar andamento a todos aqueles assuntos chatos que tenho vindo a chutar para canto nos últimos tempos
20h – saída do escritório
Ida para a Ericeira
Jantar a dois
Novo passeio a pé, desta vez até à Foz do Lizandro
Regresso a casa, duche rápido com direito a esfoliação de corpo e rosto
Cremes e mais cremes que este corpo tem de se manter hidratado e sem um pingo de celulite até ao Verão
Arrumar casa e roupas deslocadas (as roupas lá em casa movem-se com uma facilidade incrível) enquanto deixo a máscara de rosto actuar
Retirar máscara, lavar dentes e vestir pijama
Ver os últimos dez minutos da Anatomia de Grey
Ler três páginas do Americano Tranquilo
Apagar a luz e não ter sono
Mobilar a casa e planear os detalhes do casamento em milhares de frames mentais
Tentar desligar e adormecer
Dores nas pernas, muito cansada mas feliz.
Gosto tanto de dias assim.
27 de abril de 2010
Consumir até 25-03-2010
Jazia na tampa do iogurte que acabei de comer.
[O primeiro verbo não foi aqui utilizado ao acaso. Se não nos lermos mais, já sabem o que me aconteceu.]
21 de abril de 2010
Qual é a probabilidade de isto acontecer a outra pessoa qualquer?!?
Eu diria que nula.
Hoje tive uma reunião fora, no escritório de um cliente cuja actividade principal é o transporte rodoviário de passageiros. Sem saber ao certo onde eram os escritórios, opto por ir de táxi (solução que raramente me deixa ficar mal em Lisboa). Terminada a reunião, perguntam-me se preciso de boleia para algum lado. Digo não, não se preocupem, vou de táxi. Ora essa, Dra. Eu peço a alguém que a leve, não custa nada. Sendo assim, agradeço, digo-lhe enquanto retribuo uma chamada.
Passados uns momentos, Dra., Dra., venha depressa que está mesmo um autocarro a partir em direcção ao Campo Grande. Já viu que sorte?
É verdade, é preciso ter mesmo sorte! E, assim, lá vim eu (incrédula com o que me estava a acontecer) mais o motorista e o autocarro. Os três, alegres, até ao Campo Grande.
16 de abril de 2010
Não sei se já vos disse que…
No próximo dia 31 de Julho (sim, eu sei, ainda falta imenso tempo) rumo a um dos destinos que mais queria conhecer: o Vietnam. Eu, ele e as respectivas mochilas. Sem nada marcado, à excepção da viagem. A ver vamos no que vai dar.
Ela é a miúda mais fofa que eu conheço
É filha do meu namorado e tem quatro anos. No fim-de-semana passado, numa das nossas conversas, disse-me que se vai desenhar no paninho de limpar os meus óculos para eu me lembrar dela quando for velhinha.
Eu? Eu fiquei enternecida com tanto carinho, claro.
15 de abril de 2010
Coisas de que eu não gosto #4
Pessoas com alterações bruscas de humor.
Assustam-me com tamanha imprevisibilidade.
Assustam-me com tamanha imprevisibilidade.
Este blog é mágico
A Mãe Inês, que é das pessoas mais queridas que eu (virtualmente) conheço ofereceu-me este selinho:
Dizem as regras que tenho de começar uma frase com “Magia é….
Magia é, para mim,
Pois bem, espero que tenham gostado da minha definição de magia.
Como? Não conseguiram ler? Não me digam que as palavras desapareceram como que… por magia!
Dizem as regras que tenho de começar uma frase com “Magia é….
Magia é, para mim,
Pois bem, espero que tenham gostado da minha definição de magia.
Como? Não conseguiram ler? Não me digam que as palavras desapareceram como que… por magia!
Mãe Inês, não leves a mal mas hoje deu-me para a palhaçada!
Beijinhos e, uma vez mais, obrigada pelas tuas doces palavras.
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