11 de agosto de 2010

Mas e que nao saio daqui mesmo!

Estou a amar o Vietnam.
O "hallo" sorridente das criancas nas montanhas ainda nao me saiu da cabeca.
A simpatia de toda a gente a minha volta e algo que me vai marcar para sempre, sem duvida. 
A beleza assustadora dos vales e montanhas de Sapa, a tarde bem passada a experimentar (quase) todos os vinhos que existiam no Topas Ecolodges, a Jenna e o Mike, a "Lagoa Encantada" repleta de criancas sorridentes e afaveis, o T. e a C., o terror, tristeza e vergonha que senti na Prisao Museu de Hanoi, a estranheza ao ver o corpo embalsamado de Ho Chi Min no Mausoleu, a cidade frenetica e nunca silenciosa, os mercados cheios de gente as cinco da manha, as formacoes carsicas de Halong Bay, a noite a bordo, aquela tempestade medonha que se abateu sobre nos mas em que me senti totalmente segura  porque envolta nos teus bracos, o Jeremy e a Ali, as viagens no comboio nocturno, as paisagens, os arrozais, os chapeus conicos. Tudo isto e tanto e tao pouco ao mesmo tempo.

Tudo tem sido tao espectacular que me parece quase inacreditavel. As pessoas que temos conhecido, os sitios por onde temos passado, as imagens que ficam presas na retina, as emocoes que tudo isto me desperta. Tem sido uma viagem de descoberta. De um pais, das suas gentes, dos sitios extraordinarios (muitos deles classificados como patrimonio mundial) e ate de mim...

E e por tudo isto e muito mais que daqui nao saio, daqui ninguem me tira.

3 de agosto de 2010

Se Hanoi e uma cidade vibrante?

A avaliar pela tempestade que se abateu sobre ela esta noite, eu diria que e uma cidade que vibra demais...

2 de agosto de 2010

Desde o meu ultimo post...

Ja fiz uma viagem de longo curso que me trouxe ate Hanoi e me deixou verdadeiramente deslumbrada com Hong Kong;
Vi tres filmes maravilhosos no aviao, de tal forma intensos que ainda nao consegui parar de pensar neles (destaque particular para o "The Echos of the Rainbow", um filme asiatico que ganhou o Crystal Bear for the Best Film no Berlin International Film Festival deste ano);
Senti o cansaco de horas infindaveis de voo ao ponto de achar que ia cair para o lado.

Mas hoje acordei e apercebi-me, uma vez mais, que o cansaco de uma viagem como esta em nada se compara com o proveito que dela podemos retirar. Chegamos a Hanoi ao final do dia de ontem. Fomos brindados com um calor e uma humidade insuportaveis. O normal, nesta epoca do ano. Tomamos um banho, jantamos e dormimos. Muito.

Logo pela manha fizemo-nos a estrada. Literalmente, e a pe. Decidimos deixar o hotel onde nos encontravamos hospedados em busca de um que fosse mais real, que fosse mais Hanoi, que fosse mais Vietnam. Saimos do Bairro Frances, contornamos a margem direita do Lago Hoan Kiem (lindo, lindo, lindo) e entramos no Bairro Antigo da cidade. Enquanto deambulavamos pelas ruas desconhecidas, sem rostos familiares (thank god) encontramos um hotel simplesmente maravilhoso, bem no seio do pulsar vietnamita. Recentemente inaugurado, acolhedor e cheio de gente simpatica, como se quer.

Almocamos tarde num restaurante local e decidimos explorar, novamente a pe, todo o bairro antigo da cidade. E um milagre estar a escrever este post, confesso. Juro que nao sei como sobrevivi a centenas e centenas de motos que vinham na minha direccao, ora da esquerda ora da direita e, normalmente, ao mesmo tempo. Nao sei como nao fui abalroada por uma delas, juro.

Visitamos o mercado de Dong Xuan e fomos quase ate a margem do Rio Vermelho. Faltou-nos apenas atravessar aquela ponte de ferro dancante banhada por passeios infectados com seringas e elasticos de abracos fortes.

Transito caotico, milhares de motos (ja tinha referido este facto?), buzinadelas e apitos pelas ruas tipicas onde se vende de tudo. E quando digo tudo, e mesmo tudo o que possam imaginar.

As ruas sao verdadeiramente nojentas mas as pessoas sao doces e afaveis, de sorriso envergonhado no olhar...

O Bairro Antigo da cidade traz-me Bali a memoria. As cores, os cheiros (um misto de canela, incenso e comida podre que paira no ar), os sorrisos e o som  constante. Nao ha silencio aqui mas isso e bom. E a isto que cheira Hanoi.

Chegamos agora ao hotel e estou de rastos. Mas com um sorriso estampado na cara que, dificilmente, me deixara desacompanhada este Agosto...




Fotos de G.

30 de julho de 2010

Good Morning, Vietnam!

Escrevo este post às 23:30. Vou sair agora do escritório. Tive uma semana de trabalho horrorosa, das piores de sempre, que me deitou completamente abaixo. Achei que não iria conseguir terminar tudo aquilo que tinha para fazer. Só me apetecia desistir e mandar tudo para um certo sítio. Não o fiz [afinal de contas, eu não sou uma desistente]. Acabei agora mesmo tudo a que me havia comprometido. Devo ter dormido, no total, umas 15/16 horas esta semana. Mas valeu a pena. Porque amanhã bem cedo, parto para a maior aventura da minha vida. Vou percorrer um país de uma ponta à outra, de mochila às costas como sempre quis fazer, durante um mês inteirinho sem nada nem ninguém que me chateie. Só eu e ele e tudo o que aquele país e aquelas gentes tiverem para nos oferecer.

E eu aviso já que vou querer TUDO.

27 de julho de 2010

Às vezes pergunto-me se valerá a pena tanto esforço e sacrifício

Na maior parte das vezes, acabo por chegar à conclusão que sim, que vale a pena. Noutras, poucas, raras e fugazes, naqueles momentos de loucura pequenina, apenas me apetece desistir. Só isso. Simplesmente desistir. Baixar os braços and let it go with the flow... Só para ver até onde a corda esticaria sem romper...até onde eu iria sem quebrar e me arrepender.

19 de julho de 2010

O melão da Miss Strawberry

Na sexta-feira passada rumámos a Entre-os-Rios. Terra linda, cheia de gente boa. Dos melhores fins-de-semana que passei nos últimos tempos (a par com o anterior). Daqueles em que regressamos a casa a pensar que ainda vale a pena conhecer pessoas novas e partilhar com elas pequenos (grandes) momentos das nossas vidas. E que a família e a amizade são das coisas mais bonitas que existem por aí.

Só não imaginei que fosse capaz de beber tanto vinho verde. Ainda assim, os níveis de sangue no álcool devem ter ficado dentro dos parâmetros normais (nem sequer cheguei a ficar sem cor, pelo que deduzo que tudo esteja bem…)

(ah! Esqueci-me de dizer que fomos de propósito para um baptizado. Era no sábado às onze. Chegámos à igreja às onze e meia, a porta fechada, toda a gente cá fora e padre nem vê-lo. Decidimos perguntar, afinal, a que horas era o baptizado. Resposta da mãe: “já foi, acabou há coisa de cinco minutos”. Boa, Miss Strawberry, mais uma para a posteridade…)

15 de julho de 2010

O Benjamim Button lá de casa


Se bem que, neste caso, o processo de envelhecimento deu-se apenas ao nível dos pés...

I'm not a surprise person

Não sou. Mesmo. Não reajo bem a surpresas, não sei como reagir e, principalmente, nunca reajo da forma que as pessoas que me surpreendem esperavam que eu o fizesse. É uma das minhas principais características e quem me conhece bem, já o sabe. Eu já aprendi a viver com isso. Sou assim, já não há nada a fazer, nunca o escondi…
Demoro tempo a processar as coisas, não gosto de ser apanhada na curva e nunca consigo reagir com a espontaneidade “exigida” (pelos outros, claro!) quando sou surpreendida. Antigamente, isto era um problema enorme para mim. Era frustrante ver a cara de desânimo das pessoas e, por muito que tentasse corresponder às expectativas dessas mesmas pessoas, simplesmente não conseguia. Agora, e já há muito tempo, deixou de ser um problema. Pelo menos, para mim.

E, portanto, não esperem que eu fique feliz e aos pulos de contentamento quando chego a casa, mais tarde do que era suposto, cansada, totalmente de rastos e sem paciência para o que quer que fosse, e me deparo com uma filial da Lusomundo na sala de estar. Apenas porque a pessoa com quem vivo, impulsiva até mais não (arghhh), decidiu fazer um investimento tão gigante quanto o ecrã em questão, sem sequer ter tido a sensibilidade de pedir a minha opinião. Fiquei fula, pois claro que fiquei! E não reagi bem à surpresa. E o G. ficou com olhos de carneirinho mal morto, pois ficou. Eu até acredito que esta decisão tenha sido tomada com a melhor intenção do mundo, mas comigo as coisas não funcionam assim. E magoou-me o facto de não ter sido uma decisão conjunta. Porque é uma coisa importante. E eu acho que as decisões importantes têm de ser tomadas em conjunto.

Eu pondero (às vezes até demais, admito), comparo, analiso, faço contas e mais contas. Ele, pelo contrário, atira-se de cabeça e pensa no resto depois. Somos totalmente diferentes neste aspecto. E eu sei que ele é um querido, que é… but I’m not a surprise person.

29 de junho de 2010

Ai queriam sair mais cedo do escritório para ver o jogo?

Não vale a pena, queridos advogados e colaboradores desta Sociedade. “A Direcção Geral de Organização tem o prazer de anunciar que disponibilizou uma sala para assistir ao jogo da Selecção Nacional. Força Portugal!”

Oh, que queridinhos, que fofinhos, tão atenciosos. Cada vez gosto mais de vocês, queridos sócios, administradores, directores-gerais e afins. Tão preocupadinhos com os vossos escravos, perdão, quer dizer, personal bitches, ups, enganei-me outra vez, colaboradores, até disponibilizam uma sala para ver o jogo e tudo. Estou deveras enternecida.

28 de junho de 2010

Como estragar um Domingo

Ir da Ericeira a Oeiras, de propósito, para assistir ao Festival Panda. Chegar lá e perceber que meio Portugal decidiu fazer o mesmo.

[e o que mais me lixa é que o raio da miúda nem sequer gostou! Segundo ela, estavam muitos meninos e aquilo foi uma confusão enorme. Eu meto-me em cada uma…]

25 de junho de 2010

And now for something completely different

Esta música deixou-me em estado de choque. Faz hoje uma semana, estava eu parada no trânsito em plena A8 quando começo a ouvir na rádio alguém a cantar uma parte da minha vida. Recuei no tempo, não muito, apenas o suficiente para perceber que ela dá muitas voltas e que agora somos muito mais felizes.

Fiquei arrepiada até à pontinha dos cabelos, eriçaram-se-me  os pelinhos todos dos braços e fiquei inerte, completamente imóvel. Eu nem queria acreditar. Por momentos, ainda pensei que o G. tivesse formado uma banda ou coisa que o valha! Mas afinal não, parece que é comum as pessoas que se gostam muito, de vez em quando, separarem-se e perceberem que afinal estavam melhor juntas. E que ficam com saudades, diz que sim. E que esquecem as promessas feitas em momentos de rancor. E que se apercebem que precisam da outra pessoa nas suas vidas, no ali e agora, naquele momento e para sempre e mais do que nunca. E que estas revelações surgem, por vezes, no fundo de uma [ou mais, no meu caso] qualquer bebida alcoólica. E há quem goste de escrever sobre isso. E eu só tenho a agradecer. Obrigada, Lady Antebellum.

Alívio

Por saber que as minhas piores expectativas não se confirmaram.

Por saber que, por enquanto, está tudo bem e que tudo não passou de um grande susto.

Por poder respirar fundo e sorrir novamente e limitar-me a ser feliz, sempre, e a aproveitar tudo o que esta vida tem de bom para me oferecer, pedacinho a pedacinho.

Leve, por ter (re)aprendido que os momentos de dor, desespero, preocupação e sofrimento, quando partilhados, custam muito menos e nos aproximam ainda mais das pessoas que verdadeiramente importam.

E é neste engraçado estado de graça que pretendo permanecer [pelo menos até à próxima consulta]. E juro que vou dar cabo de ti, seu grandessíssimo vírus filho da mãe! Ai vou, vou.

24 de junho de 2010

É nestas alturas que me arrependo de ter comprado uma casa ao lado do escritório.

Acabo por ficar sempre até à última, "até porque moras já ali". E, por incrível que pareça, esta é a quarta noite consecutiva que não consigo ir jantar a casa. Não percebo porquê, se é já ali...

[Estive indecisa em substituir o título deste post por "É nestas alturas que me arrependo de não ter ido para cabeleireira" [nada contra, atenção]. Pelo menos, fechava o salão e ia para casa]

Ups, saiu-me um peso de cima (parte IV)


E já lá vão dez quilinhos. Yuppi!

22 de junho de 2010

Momento "tirem-me daqui" do dia

Acordar cedo, só por si, já é muito mau. Mas ter de acordar cedo e ir com um olho aberto e o outro fechado para o Consulado do Brasil, à "hora de ponta" e debaixo de um calor infernal, é coisa para eu não desejar a ninguém. Pensando bem, talvez só a uma ou duas pessoas…

16 de junho de 2010

Newsflash

Estou de ressaca novamente (plenamente justificada, tendo em conta o dia de ontem)

Recebi um Five Aniversário (pensava que já nem existiam!; definitivamente tenho de desconectar-me daquela coisa chamada hi5)

Tenho outro jantar logo à noite (vai ser bonito, vai…)

Ontem foi um dia fixe mas odeio fazer anos.

15 de junho de 2010

Miss Strawberry hoje é pequenina

Aliás, Miss Strawberry é pequenina todos os dias tendo em conta a sua baixa estatura.
Mas hoje faz anos. Diz que são 29. Medo, muito medo.

4 de junho de 2010

A rainha do cortejo ou de como estou capaz de deitar abaixo todas as árvores da minha rua (que me perdoem os ambientalistas)


Estão a ver estas árvores em flor? São lindas, não são?

Até aí concordo. Jacarandás em flor, coisa tão linda e poética. Que beleza tamanha, que cor esplendorosa, que…. COISA PEGAJOSA E NOJENTA QUE ME ANDA A TIRAR DO SÉRIO!

Ai que fenómeno tão bonito, ai que coisa mais linda, ai que tive de parar o carro de propósito para fotografar. Pois, é lindo mesmo, não haja dúvida. Mas só para quem passa e não vive naquela rua nem ali estaciona. Porque eu estou farta, saturada e completamente desesperada com as put@s das árvores.

A minha pobre viatura (a mesma de há quinhentos anos que já merecia um lugar de destaque no museu dos coches) estava TODA coberta com as put@s das flores. Há uma semana era azul, agora é lilás. Transformou-se em carro alegórico e eu temo que seja para todo o sempre.

Mas, atenção, ainda há mais. Na quarta, à saída de Lisboa, consegui ser o centro de TODAS as atenções. E não, não foi por um bom motivo.

Foi simplesmente porque o meu querido carrinho, totalmente coberto por aquele manto lilás de flores (já vos disse que odeio os cabrões dos jacarandás?!?) que a ele se colaram LITERALMENTE que nem lapas e dali não saem, dali ninguém as tira, captou os olhares e sorrisos de tudo o que era transeunte e automobilista por essas estradas fora. “Sim, sim, vamos para as festas de Campo Maior. Algum problema?”

E o pior é que isto não acaba aqui. Com o calor que fazia ao final do dia, fui a viagem toda com a janela aberta (eu já tinha referido que o carro é muito velho, não já? O AC avariou-se há quase uma década, só para terem noção). Quando cheguei à Ericeira, apercebi-me que tinha parte do cabelo preso ao tejadilho do carro, colado àquela espécie de resina peganhenta, nojentinha, sebosa e luzidia que o raio das flores espalham por tudo quanto é sítio!

Mas tudo bem, eu estava mesmo a pensar ir cortar o cabelo em breve…


Foto daqui: http://www.fotolog.com/cretcheu3/64059151

Seguidores

moranguinhos

Este blog possui actualmente:
Comentários em Artigos!
Widget UsuárioCompulsivo