4 de agosto de 2011

Bali

"The mere mention of 'Bali' evokes thoughts of a paradise. It´s more than a place; it´s a mood, an aspiration, a tropical state of mind."

Ryan Ver Berkmoes,
Lonely Planet writer


[falta precisamente um mês]











3 de agosto de 2011

Quando for grande quero um igual

Weddings' report #4 - as alianças

Depois de muita indecisão, estão finalmente escolhidas e encomendadas. Não aconselho nenhuma noiva a deixar este assunto por resolver até tão perto da data do acontecimento. Sujeitam-se a ficar uma pilha de nervos. Além disso, e no meu caso, a tendência natural que tenho para a indecisão intensificou-se ainda mais. Em larga escala, diria mesmo.

As alianças acabam por ser a única coisa tradicional no nosso casamento. São de ouro rosa, redondas e amendoadas por dentro. São super confortáveis mas confesso que nem eu nem o G. nos habituámos ainda muito bem à ideia de ostentarmos uma anilha dourada no anelar.

Ainda pensámos noutras alternativas, como ouro branco ou até prata. Vimos umas lindíssimas em prata e cerâmica preta mas também não era bem aquilo. No fundo, no fundo, quanto a este aspecto, nenhum de nós sabia muito bem o que queria...

A ver vamos se daqui a uns tempos olhamos para elas de maneira diferente. Certo é que a inscrição por que optámos, no interior das alianças, diz muito de nós e só por isso vai valer a pena ostentar aquela pecinha simbólica...

29 de julho de 2011

Hoje rumo ao Sul

Eu e duas grandes amigas que comigo partilham, além de tantas outras coisas, o nome. Vai ser um fim-de-semana só de miúdas a recordar os bons velhos tempos da faculdade.

Estou em pulgas. Sinto-me uma teenager, como há muito não me sentia. A mala está pronta e nós estamos em modo... histéricas. Vai ser bonito, vai.  

20 de julho de 2011

And in the end the love you take is equal to the love you make

It's so fucking true.

[este excerto de uma música dos Beatles encontra-se escarrapachado na entrada do Hard Rock Café em Kuta, Bali. Nunca mais me saiu da cabeça. Lembro-me tantas vezes desta frase. Por vários motivos mas, principalmente, pela verdade que nela impera.]


Foto de Miss Strawberry.

19 de julho de 2011

Weddings' report #3


Hoje foi dia de ir tirar medidas para o vestido de Bali. Ao contrário do que esperava, pediram-me que o voltasse a vestir. E eu senti-me uma princesinha. É que o vestido é mesmo lindo, caramba! Assenta que nem uma luva e faz-me uma cinturinha tão perfeita. Devia ser permitido andar de vestido de noiva todos os dias. Ah! e a Joana Montez é uma querida. Mesmo. Deixa qualquer noiva feliz.

[depois do grande dia, coloco aqui a foto só para verem como o vestido é mesmo lindo.] 

Foto daqui.

18 de julho de 2011

É muito triste quando nos morre alguém

É nessas alturas que a vida se encarrega de nos mostrar quão frágeis somos. Que um dia tudo perece e que não podemos dar nada por garantido. Ficam-nos as memórias, os momentos bem passados, os sorrisos e as estórias mas, infelizmente, não podemos andar de mão dada com uma recordação nem tão pouco abraçar-nos às memórias, não é? Escorregam-nos por entre os dedos, as malandras.

Morre-nos um pedaço e ficamos com a alma amachucada, um pedaço de papel velho e seco onde não queremos voltar a escrever. Alguém nos deu um murro no estômago e nem sequer conseguimos ver quem foi. Não há como o denunciar, tal foi a velocidade do golpe... Eu sei que não estavas à espera. Ninguém o esperava, sabes?

Murmuraste-me ao ouvido quando te abracei "parece que estou a sonhar". Eu acredito que permaneças nesse estado por mais uns dias. E vai doer, acredita. Vai doer muito. Tenho um conselho para ti: chora, se tiveres necessidade. Chora tudo o que tiveres a chorar.

Dizem que o tempo tudo cura. Eu acho que apenas amaina. Amaina a dor forte que agora sentes no peito mas não a cura. Não totalmente. Não de uma vez só. Há uma mágoa que fica para sempre. Um desconforto que vai teimar em não ir embora. Há um beijo na testa que nunca mais vai ser dado, um amo-te que não volta a ser repetido. Mas tu és forte. Eu sei que és. E é por isso que apenas te peço: apoia-te em todas as coisas boas, faz delas o teu porto de abrigo, o teu porto seguro. Arranja um lugar no teu coração onde consigas ir buscar todo o conforto de que necessitas. Para que acalmes a dor. Para que o desespero não te tome de assalto. Para que, pelo menos, voltes a sorrir. E eu cá estarei para te ver sorrir...  e limpar as lágrimas, se for caso disso.

[Para a R.]

15 de julho de 2011

A vida é agora

Não ontem.

Não amanhã.

Nem sequer depois e

 Muito menos para sempre.




 É hoje.

14 de julho de 2011

As 30 coisas que eu quero fazer aos trinta

1. Acordar cedo, sempre. Aproveitar ao máximo cada dia. 8 horas a dormir, 8 a trabalhar, 8 de lazer. Uma vez por outra, ver o nascer do sol.
2. Fazer exercício diariamente, nem que seja uma caminhada de meia-hora.
3. Perder os 11 a 15 kg que tenho a mais e não os recuperar. Nunca.
4. Dar importância apenas ao que tem importância. Deixar-me de mesquinhices, fofocas, intrigas e patetices. Afinal de contas, já sou crescidinha.
5. Tirar um curso de fotografia.
6. Casar-me. Duas vezes [com a mesma pessoa].
7. Ler, pelo menos, um livro por mês.
8. Regressar ao yoga.
9. Ser mais saudável.
10. Ir à Feira da Ladra. Nunca fui e gostava muito de ir.
11. Despojar-me. Ver-me livre de todas as roupas, tralhas, coisas e afins que já não uso nem vou voltar a usar, que já não me servem nem vão voltar a servir, que já não fazem sentido. Por muito que goste delas...
12. Fazer mais voluntariado e dedicar-me a uma causa de corpo e alma.
13. Ser mais organizada.
14. Aprender (finalmente) a fazer surf.
15. Dedicar-me mais à cozinha. Acho que são influências do masterchef mas ultimamente tem-me apetecido tanto experimentar coisas novas e tenho dado por mim a comprar livros de cozinha, novas comidas e utensílios (alguns, confesso, nem sabia que existiam...)
16. Praticar uma arte marcial.
17. Aprender a dançar. Ter aulas, mesmo.
18. Não voltar a fumar.
19. Ser menos agressiva e irritadiça, mais tolerante e paciente (aqui tenho um loooooongo caminho a percorrer).
20. Cuidar do meu próprio jardim e da minha hortinha.
21. Optar por um novo regime alimentar.
22. Cuidar mais do meu corpo e dar uso às dezenas de cremes espalhados lá por casa.
23. Conhecer um sítio novo todos os meses.
24. Fazer uma coisa pela primeira vez. Várias vezes.
25. Dormir uma noite na praia. Acampar. É triste mas eu nunca acampei. Pelo menos que me lembre.
26. Ir numa viagem sem destino. Simplesmente, pegar no carro e ir.
27. Dizer mais vezes às pessoas de quem gosto que gosto mesmo delas. Nunca se sabe quando deixarei de o poder fazer e há coisas que não podem ficar sem ser ditas.
28. Ser mais descontraída.
29.  Explorar mais a Natureza. Fazer grandes caminhadas e aproveitar os recantos maravilhosos das praias, montanhas, vales e serras do nosso país.
30. Ser feliz. Ser eu.

Weddings' report #2

Faltam CINQUENTA dias para o primeiro dos grandes dias e ainda há tanto por preparar. Provavelmente, esta seria a altura em que eu já deveria estar com os cabelos em pé mas, estranhamente, até ando bastante calma.

No próximo fim-de-semana vamos temos de enviar os convites (por pouco, não os enviávamos na véspera do casamento...). Vão ser muito simples e serão enviados por e-mail. Aliás, o convite é o e-mail e o e-mail é o convite. Nada mais prático. Além do mais, os (poucos) convidados já sabem que o vão ser.

Conto também encomendar as alianças. A ideia é pedir a um amigo nosso para as fazer (o mesmo que criou o meu anel de noivado) mas ainda ando hesitante. Assunto a resolver sem falta no próximo fim-de-semana. Também já sabemos o que vamos gravar nas alianças e eu mal posso esperar por ter a minha no dedo...

A decoração da festa já está empacotada à espera de ver a luz do dia e vai ser em tons de azul e branco, relacionada com o mar, a praia, o surf e o espírito descontraído do verão e, assim o espero, do nosso casamento.

As músicas já estão quase todas seleccionadas e dizem-nos tanto (e tanto de nós). São músicas que temos vindo a coleccionar ao longo dos anos e que nos marcaram em momentos muito especiais. Nem todos eles bons, é certo, mas esses também fazem parte daquilo que somos hoje.

Falta encomendar o bolo e as flores. O noivo e a menina das alianças já têm o que vestir, graças a Deus, e eu para lá caminho. Só me faltam as havaianas. A madrinha está escolhida e, como não podia deixar de ser, é uma amiga do coração. Cabe-lhe a tarefa ingrata de conduzir a cerimónia mas acho que não se vai sair nada mal...

Um dos nossos amigos vai ser o dj de serviço e o dono do nosso bar de eleição vai estar lá em exclusivo a servir-nos as melhores morangoskas da Ericeira. Sem exagero. O menú está escolhido, vai ser um churrasco. Os guardanapos vão ser de papel. Quero dedos lambuzados e caras felizes.

E eu não podia estar mais feliz. O nosso casamento vai ser a nossa cara.
Foto daqui.

13 de julho de 2011

12 de julho de 2011

Eu já fui tão feliz no Vietnam


Há um ano atrás estava prestes a embarcar numa das melhores viagens de sempre. Fomos um mês para o Vietnam. Nós e as nossas mochilas. Sem nada marcado, como gostamos. Percorremos o país de uma ponta à outra. Foram quilómetros e quilómetros a pé, de riquexó, de moto, táxi, autocarro, comboio, barco e avião. Foi uma viagem de descoberta. De um país, de um povo, de uma cultura, de mim e de nós. E eu tenho tantas mas tantas saudades do Vietnam. Ia já hoje outra vez.


Foto G.

8 de julho de 2011

Não consigo explicar porquê



mas esta foto diz-me tanto.

Da autoria de Katie Quinn Davies e retirada daqui.

6 de julho de 2011

Cheguei aos 30. E agora?

Ando há dias a tentar terminar a lista das trinta coisas que quero fazer aos trinta. em jeito de celebração da vida, uma por cada ano de existência.

Ao contrário do que possam pensar, não é por me apoquentar ter trinta anos. Para mim, a idade não passa de um número e, lugar comum ou não, o que me interessa mesmo é o espírito e esse, para ser sincera, acho que parou na casa dos 19 anos e não mais dali saiu (a bem da verdade, tem dias mas são a excepção e não a regra).

O querer elaborar esta lista e levar a cabo o que nela consta tem mais a ver com a imagem que eu criei à volta dos meus trinta anos. Para dizer a verdade, quando era nova achava que aos trinta já seria casada, mãe de dois ou três filhos, teria uma casa construída por mim (salvo seja) na aldeia onde vivi em pequena e seria uma pessoa extremamente realizada a nível pessoal e profissional.

Pois bem, os anos passaram. Ainda não casei nem sou mãe e também não tenho uma casa construída por mim. Nada que eu lamente, atenção. Tudo a seu tempo. Considero-me uma pessoa realizada quer a nível pessoal quer a nível profissional mas podia ser muito mais. Tão mais. E é aí que a lista entra. Tenho perfeita noção que "the time is now". Os anos passam e eu não posso continuar a projectar no ar o meu futuro. Tenho de o fazer agora. Decidi que os meus trinta anos têm de ser especiais. Vou fazer deles o meu ponto de viragem para, quando for velhinha, poder dizer: "foi aos trinta que me concretizei, descobri e investi em mim. foi aos trinta que realizei que não havia mais tempo a perder e que o futuro é agora".

Quando terminar a lista, publico-a aqui. Depois, falamos daqui a um ano...

my new best friends

Fruta, muita fruta, sementes de cânhamo, abóbora, girassol, sésamo, linhaça, clorela, spirulina e o psílio, o meu querido psílio.

It's party time!

[a ideia é curar-me dos excessos dos últimos tempos - férias, almoços, jantaradas, um casamento pelo meio - mas quem sabe esta não será uma amizade que veio para ficar?...]

8 de junho de 2011

Até já

Vou só ali uns diazinhos à Sardenha e já volto.



[Quando regressar, não venho sozinha. Nem tão leve. Abençoados 30.]

The tree of life


Terrence, sweety, tu estás malick dos cornos? Mas o que é que te passou pela cabecinha para fazeres um filme destes?!? Ah, já sei. Decidiste brindar o júri de Cannes com uma obra-prima que não fossem capazes de criticar. Nem compreender... E vai daí que sim senhor, é um dos melhores filmes dos últimos tempos, que ninguém poderá deixar de ver ou ficar indiferente. Publicidade feita, distribuição assegurada, público aos magotes.

Como te achas intelectualmente superior, um guardião dos independent movies, único no seu género, decides fazer um filme imperceptível para o comum dos mortais. Assim ninguém te julga, com receio de ser apelidado de estúpido, por ser um filme de sua santidade, o famigerado Terrence Malick. "Ai, ele é um génio, fez um filme brutal, uma verdadeira obra-prima da meca do cinema. E a fotografia? Repararam bem naquelas imagens?"

É bem, é bem, estamos sempre a aprender. Só tenho mais uma coisinha para te dizer: give me back my money!

3 de junho de 2011

Este é o meu mês

Junho trouxe-me ao mundo, num dos dias mais quentes de sempre, há quase 30 anos. Eu própria quase não acredito mas a verdade é que vou fazer 30 anos. 30 anos.

Alguém me explica como é que ainda ontem tinha 19 e agora já vou a caminho dos 30?!? 

1 de junho de 2011

Everybody has a ghost

Um dia vou descobrir por que motivo é tão difícil ser por fora quem sou, quem quero e quem imagino ser por dentro. Em todos os aspectos.

31 de maio de 2011

Recuso-me a alimentar boatos

Infundados ou não, cada um sabe de si. Alimentá-los é um desperdício de tempo e não nos traz felicidade alguma. Nem a nós nem a ninguém, julgo eu. Pelo menos, é nisso que quero acreditar.

26 de maio de 2011

Eu dou-me tão mal mas tão mal com a hipocrisia. É coisa para me dar vómitos, acreditam?

20 de maio de 2011

Weddings' report #1

Organizar um casamento não é fácil. Organizar dois, muito menos. Ainda assim, e depois de ultrapassadas todas as chatices e desavenças iniciais, é uma fase muito gira. Quando todos os pormenores e detalhes são organizados e pensados a dois, ainda mais.

Ainda são milhares as coisas por tratar, não obstante já termos dado andamento a tantas outras. 

Para o casamento de Bali, está tudo muito bem encaminhado. Já temos o local [ fabuloso, por sinal] e as coisas ainda por definir assentam apenas na escolha do bolo e do menu para o jantar. O vestido da noiva e da princesinha das alianças [ou menina das ambulâncias, como ela se intitula] já estão tratados, as sandálias também. Faltam os acessórios e o fato do noivo.


As viagens estão marcadas, as consultas do viajante e a estadia também. Vamos ficar todos juntos numa villa magnífica. Falta apenas definir os roteiros, quer das férias conjuntas quer da lua-de-mel.

Quanto ao casamento de cá, as ideias estão definidas mas ainda a pairar um pouco nas nossas cabecinhas. É deixá-las assentar e rezar para que tudo corra bem. Para já, ainda só temos definidos os locais da cerimónia e da festa e a fotógrafa, que é uma querida. A cerimónia vai ser na praia, a festa em casa dos meus pais. Também já marcámos data e hora na Conservatória. Vamos só os três.

Vão ser casamentos pequenos mas cheios de momentos grandes. Assim o esperamos.

12 de maio de 2011

Dos hábitos saudáveis que adquiri nos últimos tempos

 - deitar e levantar cedo
 - deixar de fumar
 - começar a correr
 - beber muita água e chá durante o dia
 - privilegiar o consumo de frutas e legumes
 - reduzir o consumo de álcool
 - deixar de beber café
 - ler muito, todos os dias
 - voltar a praticar yoga


Dos hábitos assim não tão saudáveis que ainda mantenho

 - atacar a máquina de vending do escritório quando me dá a fome [e não, a máquina não tem coisas saudáveis...]
 - comer uma sobremesa ao almoço praticamente dia sim, dia sim
 - roer as unhas [é uma desgraça, não consigo largar este vício...]
 - hidratos de carbono ao jantar; não resisto, dá-me a fome

[faltam aqui imensos, como devem calcular, mas, ao que parece, a minha mente agora tem um dispositivo que bloqueia as coisas más e , quanto a isso, não posso fazer nada. A minha mente é que manda.]

Regressar ou não regressar

Eis a questão.

9 de maio de 2011

A arte de visualizar

Andava às voltas, desde o início da semana passada, com um parecer importante para enviar a um cliente. A coisa não estava, definitivamente, a correr da maneira que eu queria. Acabei por estruturá-lo de uma forma que não a pretendida e enviei-o, muito a medo, para revisão do chefe. Não me sentia bem com o resultado final do meu trabalho, estava completamente insegura em relação ao mesmo. Obviamente, pediu-me para refazer o dito cujo com algumas críticas à mistura.

Se vos disser que durante o fim-de-semana não pensei em praticamente mais nada, não estou a mentir. Preocupa-me quando não consigo fazer bem as coisas. Talvez seja demasiado exigente comigo mesma mas a verdade é que, por princípio, não me contento com nada abaixo da excelência. Até que ontem, antes de adormecer e à custa de tanto pensar no assunto, visualizei o resultado final do famigerado parecer. Visualizei-o precisamente da forma que gostaria que tivesse tomado logo da primeira vez. Hoje, felizmente, foi só chegar ao escritório e pôr no papel todas as ideias que iam na minha mente.

E agora pergunto-me: será que a arte da visualização resulta mesmo ou foi apenas sorte de principiante? É que se resultar mesmo, a minha vida acabou de se tornar mais fácil.

4 de maio de 2011

Era tão isto



http://www.youtube.com/watch?v=oRdbvGgPPiw

O estilo de vida, a simplicidade, o surf e os amigos, a liberdade, o mar e uma vida errante, o sol, o ar puro, a tranquilidade e a música. Sempre a música. Na alma, nos gestos e nos sentimentos.

Às vezes sinto-me um pássaro ferido com uma asa partida. Aprisionada mas ansiando sempre pelo dia em que voltarei a voar.

[excelente realização de Taylor Steel - anúncio da Corona Australia.
Música fantástica: Years around the sun, "miles away"]

Sei que nem sempre posso ter aquilo que quero mas nada me impede de sonhar, certo?

29 de abril de 2011

Este será provavelmente um dos maiores posts de sempre (a começar pelo título) mas eu estava mesmo a precisar de dar o grito do Ipiranga

Há pouquíssimo tempo atrás, eu andava infeliz. Aliás, eu estava mesmo de rastos. Com o aproximar do casamento, acho que entrei em paranóia com o meu corpo e a minha maneira de ser e de estar. A imagem que projectava de mim (e que ainda projecto), naquele dia em particular, era a de uma noiva magnífica (magra, entenda-se). Desde o início do ano que tenho andado numa luta constante comigo mesma (acho que isso se tem notado bastante por aqui e lá por casa também, diga-se de passgem, com o meu mau feitio exponenciado para lá dos limites do razoável...) e experimentei todas as dietas que possam imaginar. Tentei de tudo, desde a Lev à dieta do limão, passando pela dieta da sopa... até que percebi que estava a endoidecer. Eu estava, literalmente, a ficar maluca. Só pensava em comida, no que podia ou não comer, no que me estava mesmo a apetecer naquele momento, nas saudades que tinha desta ou daquela comida. Estava sempre a planear aquele que seria  o "último" dia, a "última" refeição à vontade, aquela em que poderia comer tudo aquilo que queria e no dia seguinte, aí sim, começaria a ter cuidado com a alimentação. Podem não acreditar mas houve dias seguidos, provavelmente semanas, em que todos os dias era o "último dia". Até que não aguentei mais e decidi, simplesmente, MUDAR. Mudar de hábitos alimentares, mudar o meu conceito de comida saudável, mudar a forma como me tenho alimentado e a forma como encaro a comida, mudar de perspectivas, mudar, mudar, mudar...

Não o objectivo, como é óbvio, mas sim a forma como vou atingi-lo. Eu quero ser uma pessoa saudável e não quero andar a vida toda em dietas (já foram demasiados os anos a viver assim). Eu quero sentir-me bem sempre e não apenas nos primeiros dias em que começo uma nova dieta. Eu quero fazer exercício físico para me manter saudável e enérgica e não por obrigação. Eu quero ser uma mulher linda, sem excesso de peso e saudável e não apenas a noiva que, naquele dia, estava deslumbrante. Eu quero a excelência sempre. Quero ser uma pessoa saudável, enérgica, de bem com a vida. Eu quero ser uma pessoa feliz. E, recentemente, tomei duas decisões fundamentais: primeiro, não quero morrer nova e, segundo, não quero morrer doente e cheia de dores e, portanto, no que depender de mim, vou tratar do meu corpo, mente e alma como se fossem os bens mais preciosos que alguma vez possuí. Até porque são mesmo.

Agora, tenho cuidado com o que como. O meu corpo já não é mais um depósito de porcarias e toxinas. Agora seleciono e escolho os alimentos e divirto-me a prepará-los, cozinhá-los e, claro está, a comê-los. Agora, levanto-me cedíssimo para ir andar a pé ou correr, quando quase toda a cidade ainda está adormecida. Agora, ando cheia de energia e sinto-me bem e feliz. Agora, só agora, percebo verdadeiramente o quão mal me alimentei a vida toda e só lamento não ter percebido isto mais cedo.

Agora, sim, posso dizer que sou uma pessoa feliz.

28 de abril de 2011

Descobri o segredo para mudar de vida

Chama-se força de vontade. Tão simples quanto isso.

It's a new day, it's a new life.... and I'm feeling good!

E o bom que é acordar às 5 da manhã? Já fiz de tudo um pouco: meditação, yoga e uma corrida pelo Jardim da Estrela. Não necessariamente por esta ordem.

Vi um sol maravilhoso a espreguiçar-se devagarinho no céu azul. O reflexo nas árvores e plantas do jardim é assim uma coisa indescritível. Que sensação tão boa!

Ainda são 10 da manhã e parece que o meu dia já vai a meio de tanta coisa que fiz, o que é óptimo. Parece-me que, finalmente, descobri a maneira de os meus dias terem 48 horas...

27 de abril de 2011

A felicidade é

a praia de São Lourenço e a dos Coxos, ao entardecer, nós, o sol e o mar e um jantar na pizzaria do costume.

Mas também é acordar a teu lado, com o sol a espreitar pela janela e sorrir. Simplesmente porque sim.

19 de abril de 2011

I shall say this only once


{Estou a precisar de uma lufada de ar fresco na minha vida. Não falo de um novo emprego nem de uma nova casa nem sequer de um bebé. A mudança que procuro é em mim. A mesma mudança que há tanto tempo procuro e ainda não consegui encontrar. Há dias [infelizmente, ainda são poucos] em que sinto que estou no bom caminho mas, subitamente, como se não dependesse de mim, acabo sempre por fazer algo estúpido e sem nexo que me desvirtua desse percurso. A verdade é que estou cansada e farta de lutar comigo mesma. Se ao menos a minha mente não fosse tão complicada... Decerto seria bem mais feliz.}

15 de abril de 2011


Tenho tantas saudades de ver o sol nascer.

13 de abril de 2011

E pronto, é oficial

Hoje lá fomos nós à Conservatória dar início ao processo de casamento. Depois de 4,5 h de seca [sim, foram mesmo quatro horas e meia!], lá demos início à coisa e, portanto, como diz o G. , agora é que não há mesmo volta a dar. [Haver há sempre, nós é que não queremos.]


we are going to marry, we are going to marry, we are going to marry [can't wait].

Um bocadinho do nosso sonho foi hoje por água abaixo...

... mas não faz mal. Sonhamos outro!

11 de abril de 2011

It's detox time!

Pela primeira vez na vida, estou a fazer uma cura de desintoxicação e, portanto, pelo terceiro dia consecutivo que "ando a líquidos". Muito sumo, muita água e muito chá. Nada de comida sólida nem café.

Ao contrário do que pensava, estou a sentir-me estupenda. O primeiro dia passou-se bem, no segundo algumas dores de cabeça à mistura mas hoje sinto-me especialmente leve e cheia de energia. Na balança também já se nota qualquer coisinha, o que só me dá vontade para continuar.

O objectivo é conseguir fazer a cura durante dez dias. A ver vamos se consigo.

8 de abril de 2011

kiss

Gosto quando o meu mundo se agita ao sabor da minha mente, quando a felicidade paira no ar estampada num sorriso inocente. Gosto dos vossos sorrisos e miminhos pela manhã e dos dias felizes cheios de tamanha simplicidade. Gosto desta felicidade grande, cheia de pequenos momentos impregnados de coisas simples. São elas, as coisas simples, que me vão transformar na pessoa que quero ser.

[gosto de escrever coisas sem sentido; it makes me happy] 

Eu não o descreveria de forma diferente...

Bali – Os deuses não estão loucos [http://www.upmagazine-tap.com/2011/04/bali-os-deuses-nao-estao-loucos/?sms_ss=facebook&at_xt=4d9f124122217643%2C0]


2011/04/01

Não é à toa que lhe chamam “a ilha dos deuses”. Em Bali, na Indonésia, o divino está presente em tudo: nas paisagens, nas pessoas, no clima, nos sabores. Os deuses não estão loucos, mas você pode ficar.

Quando aterramos em Denpasar é já noite cerrada. Pedimos o visto, que é dado na hora, pomos as mochilas às costas e passamos por uma casa de câmbio para trocar alguns dólares de Singapura por rupias. De repente, ficamos cheios de notas e sentimo-nos milionários.

Sabíamos que íamos chegar tarde e a más horas, por isso marcámos um hotel de véspera. A reserva deu direito a um motorista que nos veio buscar ao aeroporto. Ele chama-se Made (que se pronuncia Mádê), tem sorriso fácil e fala razoavelmente inglês. Simpatizamos de imediato com o seu jeito tímido e educado e é dele que recebemos a primeira lição acerca da cultura balinesa. Aqui, os homens têm um de quatro nomes que são atribuídos segundo a ordem de nascimento. Os primogénitos chamam-se Wayan. Depois vêm os Made, seguidos dos Nyoman e por fim os Ketut. Além da lição, dá-nos também um conselho: “Não andem de mota. Podem magoar-se”. Quem te avisa, teu amigo é, já diz o ditado e com razão, porque o trânsito é caótico. Enxames de scooters ziguezagueiam entre os carros. Umas levam famílias inteiras: pai, mãe, o filho de dez anos, a filha de cinco, o reguila de três e o bebé de colo; outras são conduzidas por turistas bronzeados com uma mão no guiador e outra a segurar a prancha de surf. Os carros ultrapassam outros carros pela berma enquanto são ultrapassados por cinco ou seis motas. A certa altura, acho mesmo que Made tem poderes de adivinho, prevendo sempre a direção que os outros vão tomar. Tarefa impossível quando nem carros nem motas parecem vir equipados de série com pisca-piscas.

Chegamos ao hotel, atiramos as mochilas para um canto, tomamos um duche e jantamos na varanda. De um grupo de cinco portugueses, dois andam a cirandar pela Ásia há umas semanas, um mora em Singapura há sete meses, e os outros dois chegaram há um par de dias trazendo-nos pitéus caseiros para matar saudades. Nada contra o nasi goreng (arroz frito) – antes pelo contrário –, mas este pão de Mafra com chouriço assado veio mesmo a calhar.

De outro mundo
Seguindo o conselho de Made, em vez de motas, alugamos um carro e partimos à descoberta da ilha. Na praia de Uluwato as ondas sucedem-se, alinhadíssimas e hipnóticas. Controlamos o surfista que há dentro de cada um de nós – até porque hoje as ondas são areia demais para a nossa camioneta – e optamos por um roteiro cultural. Primeira paragem: o templo de Uluwato. Pagamos a entrada, vestimos um sarong, como manda o protocolo, e um tipo que se auto-intitula guia cola-se a nós. Diz que tem de defender-nos dos macacos, que gostam de surripiar os visitantes. Ao longo da visita repete sempre a mesma lengalenga: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Tentamos saber mais coisas. “Quem construiu isto? Há quanto tempo é que está abandonado? Ainda se realizam cerimónias aqui?”. Ele responde: “O templo tem 500 anos. Cuidado com os macacos. As ondas em Uluwato hoje estão boas”. Pede-nos 20 mil rupias pelo serviço e não conseguimos dizer que não – ao fim e ao cabo são dois euros.

Seguimos para oeste. Um casal simpático diz-nos que vale a pena ir até ao templo de Tanah Lot, acessível apenas durante a maré vazia porque fica no meio do mar. Homens e mulheres balineses desfilam trajados de branco e a rigor. Vêm para um ritual que, mais do que pelo aspeto folclórico, deslumbra pela genuína devoção com que os crentes separaram para os deuses o que têm de melhor, seja a mais bela flor do jardim ou a melhor peça de fruta do quintal.

No regresso, decidimos atalhar caminho. Diz-se que quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos, mas, neste caso, a história será outra. Desviados da rota inicial, temos a sorte de dar de caras com Echo Beach. Cá para mim foram os deuses que nos empurraram para aqui, para nos mostrarem mais um cartão postal da sua ilha. Enquanto uns apreciam as últimas novidades da sétima arte pirateadas por um vendedor ambulante, outros tentam aprender com alguns miúdos a arte de lançar papagaios de papel.

Enquanto fotografo o pôr-do-sol penso que, provavelmente, por ter passado boa parte da minha infância nos Açores, consigo sempre perceber as singularidades de uma ilha vulcânica, seja ela no Atlântico, no Índico ou no Pacífico. A humidade cola o suor ao corpo, as plantas têm cores estapafúrdias, os cheiros são mais intensos e a terra emana uma energia tão intensa que entra por nós adentro. Bali tem tudo isso e mais ainda. Tem o condão de nos encher a alma e o coração de paz. E o bandulho de iguarias… o buffet de peixe e mariscos do bar da praia é qualquer coisa de divinal.

Metamorfoses
Espreitamos depois Padang Padang, praia tão boa que merece que o seu nome seja dito duas vezes. O mar continua a não querer nada connosco, surfistas amadores. Seguimos para Ubud. Da janela do carro assistimos à metamorfose que é passar do litoral para o interior. Os surfistas desapareceram, as lojinhas deram lugar a oficinas e os arrozais tomaram conta da paisagem. Em Ubud, mistura-se o chique e o hippie, o sofisticado e o pé descalço, o caro e o barato. É a custo que compramos apenas meia dúzia de coisas. Dá vontade de trazer este mundo e o outro, de ligar para um amigo galerista e dizer-lhe que encontramos um artista talentoso na rua, de comprar espaço a peso de ouro num contentor de cargueiro para levar mobílias que são ao preço da chuva. Os miúdos são negociantes natos e conseguem fazer-nos crer que uma bugiganga qualquer ou um postal que retrata a paisagem acabada de fotografar são a última coca-cola no deserto. Cedemos, não pelas coisas, mas pela alegria que lhes damos quando fechamos negócio.

Em Tampak Siring, nas redondezas de Ubud, mergulhamos na fonte sagrada de Pura Tirta Empul. Reza a lenda que foi o deus Indra quem a criou para regenerar os seus poderes depois de ter sido envenenado por Mayadanawa. Os habitantes acreditam que estas águas têm propriedades curativas. Não sabemos se foi o poder da sugestão mas sentimo-nos tão revigorados que vamos diretos para a noite de Kuta.

Bagus = Cool
Um tipo a imitar Michael Jackson, uma inglesa desafinada a cantar Whitney Houston a plenos pulmões, um espéculo de drag queens ou malabarismos com fogo. Tudo acontece no espaço de 500 metros em Kuta Beach. Bebericamos umas quantas Bintangs (cervejas) no M-Bar e acabamos a dançar no Sky Garden. Aqui, a noite pode ser demasiado ousada e frenética para malta de hábitos pouco extravagantes. Ou então agressiva de mais para quem abusar do jungle juice. É que o dito “suminho” é um cocktail à base de arak (espécie de aguardente), que tem uma percentagem alcoólica obscena.

Fartos de perder tempo no meio do trânsito e de nos perdemos, entregamos o carro de aluguer e ligamos ao nosso fiel amigo Made, que, por um preço estupendo, aceita conduzir-nos por Bali nos dias seguintes. Ainda temos tanto para fazer. Como por exemplo, surfar em Bingin e jantar um belo naco de espadarte com os pés na água na baía de Jimbaran, enquanto cantamos Beach Boys acompanhados por “mariachis” balineses. Também ouvimos dizer que o Ku De Ta, em Seminyak, é o bar mais “in” do momento e que se não formos ver o nascer do sol no monte Batur, um vulcão em Kintamani, é como ir a Roma e não ver o Papa.

Mas isso são cenas dos próximos capítulos. Para já, concentramos todas as nossas atenções neste pôr-do-sol em Balangan. Com os pés na areia e uma Bintang na mão sentimos que encontrámos a fórmula da pedra filosofal. Haverá outra maneira de nos sentirmos mais perto dos deuses?

por Maria Ana Ventura
fotos Maria Ana Ventura e João Pedro Jorge

7 de abril de 2011

Não era tão mais fácil o painel das mensagens estar directamente ligado ao meu pensamento?

Não imaginam as coisas que gostaria de ver aqui escritas, para um dia não me esquecer. O problema é que a minha cabeça anda a funcionar a um ritmo alucinante e eu juro que não tenho tempo para reduzir a escrito tanta ideia, tantos planos, tantas sensações e emoções, tanto querer, tanta loucura... 

6 de abril de 2011

Não sei o que se passa comigo mas acho que estou a gostar...

Há três dias que não toco em cigarros nem bebo café. Estou tão saudavelzinha que quase não me conheço...

Tenho dormido pouco e acordo sempre com uma energia descomunal. Hoje, por exemplo, acordei às 5.21 (atenção ao detalhe) e fiquei uma hora na cama a decorar mentalmente o resto da minha casa. Às 6:21 (coincidência ou não), levantei-me e fui lavar a loiça (só porque não podia aspirar a casa... ). Depois, bem, depois arrisquei-me "à grande", sujeita a levar uma lambada na cara logo pela manhã. Fui acordar o G. para irmos andar a pé. Vá lá, acabou por alinhar e lá fomos nós até ao Jardim da Estrela para um fantástico passeio matinal. 

É impressionante como acordar cedo muda logo o nosso estado de espírito. Acho que esta "new me" veio para ficar...

24 de março de 2011

Por mim, podia ser sempre Primavera

Ando sempre cheia de energia e com mil novas ideias a saltitar.

22 de março de 2011

Update

O vestido de noiva já está escolhido e sinalizado. Agora não há volta a dar. De qualquer forma, e se bem me conheço, devo ter feito a escolha certa. Já passaram três dias e ainda não me arrependi.

No fim-de-semana passado voltei ao yoga. Soube tão bem, logo pela manhã, à beira-mar. Desta vez levei o G. comigo para experimentar e não é que amou? Pelo menos, assim já tenho companhia e é também uma forma de não inventar desculpas para não ir.

Iniciei também (só ontem mas acho que ainda vou a tempo) o plano Wedding @ Bali. Tenho 5 meses (cinco, meu Deus!)  para mostrar o que valho. Ou é agora que este corpinho vai ao sítio ou então ... nunca! Portanto, toca a fechar a boquinha (agora só entram alimentos frescos e saudáveis, nada de comida do Demo), fazer muuuuiiiiito exercício físico (só por causa das tosses, vou já hoje (re)inscrever-me no ginásio) e receber massagens localizadas (também é bom relaxar um bocadinho de vez em quando, não é verdade?)

Wish me luck!

15 de março de 2011

Give me some sugar baby!

Tem sido uma festa! Maltesers, semifrios de côco, fondants de chocolate com gelado de baunilha, queijadinhas de Sintra, bolo de laranja (coisa de que nem sequer gosto), toucinho do céu, ... . Que se f*da a dieta, eu quero é ser feliz!

[Carências, é o que é. Já sei que vou pagar isto tudo bem caro.]

11 de março de 2011

Coisas que me fazem espécie

Pessoas demasiado simpáticas. Desconfio sempre. É inevitável.

23 de fevereiro de 2011

Vamos de férias

Iupi! Ou era isso ou arriscava-me a passar o resto da vida na prisão por ter perdido as estribeiras e cometer um qualquer acto de loucura [bem, o resto da vida não porque estamos em Portugal e este é um pais de brandos costumes mas de uns aninhos bons não me escapava, decerto...].

Vamos dar um pulinho à Baviera [acho que é uma região linda de morrer, pelo menos a avaliar pelas fotos] e matar saudades da neve em Baqueira. Uma semaninha de snowboard para pôr estes músculos todos a funcionar. E para comer e beber bem. E ainda para descansar a cabeça e descontrair. Ah! e também para pôr a conversa em dia, passear ao luar nas pontes de pedra e fazer guerras de bolas de neve.

Agora é so rezar para não cair e não regressar de lá feita num oito.


Beijinhos e até ao meu regresso.

Picture of my own

Não sou tão sincera quanto devia.

Às vezes [muitas vezes] sou um bocado bruta.

Era vaidosa e cuidava imenso de mim mas, nos últimos tempos, tenho-me desleixado.

Não gosto de falar sobre mim mas não me importo de escrever. Para todos os efeitos, ninguem me está a ouvir.

Não choro nunca. Quase nunca. Tenho pena.

Tenho poucos amigos verdadeiros. Em contrapartida, dou-me bem com imensa gente.

Não sou uma cabra estúpida mas às vezes gostava de o ser.

Vivo uma vida tão tranquila quanto me permito e há dias em que sou feliz.

22 de fevereiro de 2011

Do meu pavor de voar

Ninguém imagina o medo que tenho de voar. A sensação é sempre a mesma. O avião descola e eu começo a contorcer-me. Primeiro, fecho os olhos. Depois, fico vermelha que nem um tomate e, logo de seguida, branca como a cal. Começam os suores frios. E os quentes. Tudo ao mesmo tempo. E eu sinto que vou desmaiar e, às vezes, parece-me até que começo a levitar. E depois o coração começa aos pulos e a querer saltar do meu peito. E eu não consigo dizer nada. E ai de quem for ao meu lado porque é certinho e garantido que fica com os dedos das mãos todos esmifradinhos. 

Eu bem tento abstrair-me de tudo à minha volta mas, naquelas alturas [este trocadilho é giro], só penso em tragédias. Que o avião vai cair, que não vou ter tempo de me despedir daqueles de quem gosto, que o melhor é meter conversa com o senhor do lado só para não morrer na solidão, que o melhor é tentar ligar o telemóvel para mandar uma mensagem de despedida [assim como assim, mais interferência menos interferência, não vai ser por isso que o avião vai cair porque já ia de qualquer maneira!!!]. Enfim, uma tristeza. Valham-nos agora os voos experimentais em que já permitem o uso de telemóvel. Menos mal.

Depois de um tempo no ar, lá me acalmo. Mas basta um barulhinho qualquer, a mais pequenina coisa fora do normal ou uma ligeira trepidação e os sintomas voltam todos. Ao mesmo tempo. E eu juro que às vezes não sei como é que consigo sair pelo meu próprio pé daquela máquina voadora que tanto me assusta. Como hoje, por exemplo, em que o avião mais parecia uma bailarina e eu ainda estou para saber como é que não aterrámos de focinho no chão!



Ainda do vestido

A saga do vestido deixou-me completamente de rastos. Da primeira vez correu lindamente. Vi um vestido lindo, lindo, que tem tudo a ver comigo e com o local [aliás, vi mais do que um mas este foi o que tocou mais forte o meu coraçãozinho de noiva fragilizada].


Ainda assim, e porque era uma estreante na matéria, achei que precisava de ver e experimentar mais vestidos para ter a certeza que aquele era o Mr. Right One.

Aliás, foi até a dona da loja quem me aconselhou a fazer isso mesmo. Enquanto me acompanhava à porta, disse-me: vai ver que não vai esquecer este vestido nem se vai sentir tão confortável e tão bonita em mais nenhum. Mas experimente mais, experimente vários e esteja atenta aos tecidos e aos pormenores.

E nao é que ela acertou? As suas palavras nao me saíram mais da cabeca. E a verdade é que todos os dias me imagino a casar com aquele vestido. E é tambem verdade que [infelizmente ou não] a minha incursão por outras lojas apenas me fez ter a certeza de que aquela é, sem dúvida, a escolha certa. Não só pelo vestido [que é mesmo, mesmo lindo] mas também pela forma como me receberam, pela atenção que me deram e pela simpatia com que me trataram.

Naquela loja, senti-me uma noiva a sério. E essa sensação, essa sim, é uma boa sensação para quem caminha a passos largos para um dia muito especial. Era assim que todas as noivas se deviam sentir.



Vou só ali a Madrid e já venho

Vou num pé e venho noutro. Que é como diz, vou no TAP 714 e regresso no TAP 719.

Gosto tanto de ser hospedeira. Perdão, flight attendant.

21 de fevereiro de 2011

Today's feelings

Hoje estou capaz de acabar com o mundo à chapada. Foda-se!!!!


Noiva em fúria (atenção, não em fuga...)

Estou furibunda com as lojas de noiva que existem por esta Avenida da Liberdade fora. Eu, na minha santa ignorância e ingenuidade, sempre achei que uma noiva seria tratada como uma princesinha numa loja destas. E que seria apaparicada por toda a gente, o alvo de todas as atenções,  que o atendimento seria feito da forma mais atenciosa e preocupada humanamente possíveis e que nem sequer os mais pequeninos detalhes seriam descurados.

Parece que, afinal, estava redondamente enganada e não foi nada disto que aconteceu! E aqui a estúpida, em vez de dar meia volta e sair porta fora [esperando primeiro que lha destrancassem com toda a gentileza, claro!], acedeu a experimentar uns quantos vestidos num cubículo ínfimo, com umas luzes que mais pareciam uns holofotes da construção civil a incidir mesmo no centro desta cabecinha angustiada. Pior, nem sequer pude sair do provador para ver como me ficava a quase dezena de vestidos que experimentei! Regras da casa, informou-me a energúmena que me atendeu. Enfim, uma frustração. Saí de lá completamente desencantada e não houve um único vestido com que me sentisse "noiva".

Umas lojas mais abaixo, nova marcação agendada para as cinco. A noiva antes de mim estava atrasada e fui vendo o catálogo em busca do vestido perfeito. "Esse não temos", "esse também não", "esse foi descontinuado", "esse está emprestado a uma outra loja", .... Lá consegui seleccionar alguns, de entre o terço que ainda existia da colecção DESTE ANO e, feita a selecção, informam-me que tenho apenas uma (uma?!?!) hora para experimentar os vestidos. Uma hora? Mas isto cabe na cabeça de alguém? Se há coisa que eu preciso é de NÃO me sentir pressionada a experimentar o vestido que me vai levar ao altar...

Quer dizer, uma pessoa passa anos a escolher o marido ideal. Experimenta, experimenta, troca, deita fora, prova (e põe à prova, claro!), volta a experimentar  até finalmente se decidir e depois QUEREM QUE ESCOLHA O VESTIDO NUMA HORA? Está tudo doido, só pode!

18 de fevereiro de 2011

my precious


pedra quartzo fumado - talismã de boa sorte; limpeza da aura; inspiração para uma nova vida.


Sim, é mesmo disto que precisamos.

17 de fevereiro de 2011

Today's details

Uma música: The magic, Joan as a Police Woman

Uma cor: bege [sim, hoje estamos muito românticas]

Um pensamento para hoje: I'm out of thoughts today...

Baby step for today (#4): ter sempre tudo organizado à minha volta. A secretária, os armários, os roupeiros, as malas, a bolsa de maquilhagem, a carteira, as gavetas da cozinha, os cestinhos da casa-de-banho, a mesa-de-cabeceira, ... enfim, tudo!

[desde que cheguei do almoço que me pus a organizar (parte) da secretária. Mais de metade da papelada foi directamente para o lixo, outros tantos papéis foram direitinhos para as pastas onde já deviam estar arquivados há meses e aquelas coisas chatas mas mesmo chatas que estão por despachar há séculos e que só de olhar para elas se me revolve o estômago vão ser, neste preciso momento, despachadas. Iupi.]

The Fighter

Gostei mas soube-me a pouco. Valeu, sem dúvida, pela interpretação genial [uma vez mais] de Christian Bale.

16 de fevereiro de 2011

Today's details

A song: Life is Wonderful, Jason Mraz

A color for today: silver

a simple thought: aprecia tudo aquilo que te rodeia, por mais insignificante que te possa parecer...

a photo:
Bali's flowers                                                                  foto de Miss Strawberry

baby step for today (#3): mexer-me. tirar 30 minutinhos apenas do meu dia, seja para dar um passeio, fazer abdominais ou alongamentos, levantar pesos, yoga, pilates, o que quer que seja mas mexer-me! de todos, este será um dos maiores desafios nesta mudança. Rapidamente perco a motivação e habituei-me, nos últimos tempos, a não fazer exercício praticamente nenhum. Hoje é o dia de abandonar a minha vida sedentária.

Apresento-vos a minha mai nova

É tão fofinha, tão pequenina, tão linda...

15 de fevereiro de 2011

Baby step for today (#2)

Tirar 15 minutinhos por dia para fazer absolutamente NADA. Um momento e um tempo só meus para acalmar os ânimos, meditar, fazer uma retrospectiva do meu dia ou preparar mentalmente o que se segue ou até, simplesmente, para fechar os olhos e descansar no silêncio absoluto.

Today's details

Uma música: See these bones, Nada Surf

Uma cor: preto. integral

Um pensamento para hoje: não voltarás a beber num dia de semana [excepto se estiveres de férias]


Uma foto:


Ericeira, num dia qualquer...                                  Foto de Miss Strawberry


14 de fevereiro de 2011

Às voltas com o verbo mudar

Há alturas em que sentimos que algo na nossa vida tem de mudar. Confesso que nos últimos tempos não houve um único dia em que não tivesse sentido isso. Até aqui tudo bem. O problema é que sou uma pessoa bastante ansiosa e exijo sempre demais. De mim e dos outros mas por agora foquemo-nos em mim.

Se pudesse, mudava tudo aquilo que queria mudar de um dia para o outro, de repente. Assim, com um estalar de dedos. Pumba, já está! De um dia para o outro, transformava-me numa pessoa completamente diferente. Hoje sou eu e amanhã seria o meu "novo" eu, tal e qual como idealizado, sem tirar nem pôr. Sem sacrifícios, sem adaptações, sem me sentir baralhada, perdida e confusa nas ruas tortuosas da minha mente. Zás, just like that! Tipo "now you see me, now you don't".

Infelizmente, o processo de mudança não opera assim. Demorei que tempos a mentalizar-me disso e percebi, finalmente, que já só lá vou com baby steps. Devagarinho, a pouco e pouco, vou alterar em mim tudo aquilo de que não gosto, tudo aquilo que já não suporto. Vou mudar em mim uma coisa por dia e vou encará-la como uma missão de vida. Vou começar por mudar coisas simples, à partida sem importância, mas que no fim farão toda a diferença. Assim que tome a decisão, já não há volta atrás. Uma vez escrito e interiorizado, não vou inventar mais desculpas para não cumprir aquilo a que me proponho. O objectivo a longo prazo está definido. Agora é só uma questão de tempo e de (muita) vontade.

Baby step # 1: deixar de roer as unhas. 

Today's details

Uma música que não me sai da cabeça: Rolling in the deep, Adele [There’s a fire starting in my heart...]

Uma cor: verde seco

Um pensamento para hoje: enjoy your life. you've only got this one

Uma foto:


Hoan Kiem Lake, Hanoi, Vietnam                             Foto de Miss Strawberry
 

11 de fevereiro de 2011

Matem-me se quiserem

mas eu adoro dias de chuva. Não imaginam o quanto eu adoro a sensação de estar a trabalhar e a ouvir as gotas de chuva cair no parapeito da janela. Ah! e também adoro dias cinzentos e sombrios. Por estranho que pareça, dias assim enchem-me de um misto de felicidade e nostalgia que não sei bem explicar. Só sei que me fazem sorrir e andar bem-disposta.

E ao som desta música então... 

8 de fevereiro de 2011

Será do aproximar dos 30?

Decidi pôr mãos à obra e dar forma a um projecto novo. Sejamos realistas. Não quero ser advogada para sempre.

7 de fevereiro de 2011

E para acabar o dia em beleza...

... nada como um passeio à beira-mar, a sentir o vento gélido acarinhar-me a face. Adoro esta sensação do frio que aquece. O corpo e a alma. É por isto [e por muito mais, claro] que sou tão feliz na Ericeira. Era incapaz de viver longe do mar.

Prova superada

Pois bem, no sábado lá fui eu com a mãezinha experimentar vestidos de noiva. E não é que gostei? Fui super bem atendida, senti-me uma princesinha e a minha vontade era sair da loja com cada um dos modelitos que experimentei escarrapachado no corpo.

O pior de tudo? A indecisão. Gostar de vários vestidos e não saber qual deles escolher... Por mim, levava vários e mudava de vestido a cada duas horas. Ou isso ou caso-me mais vezes...

4 de fevereiro de 2011

São dois calmantes, por favor

Amanhã vou experimentar vestidos de noiva. Estou nervosa. Acho que não vou gostar de me ver vestida de noiva.

Não posso ir de calças de ganga, havaianas e um top giro?

Ontem foi dia de compras


Não conhecia. Comprei-o pelo nome e pela imagem. Uma agradável surpresa.

A ver vamos se me surpreende...



Iron and Wine. Amo esta banda!

Just love it! What a voice.





Meu Deus, vou chorar de certeza! Recordar os meus 15 aninhos e toda uma adolescência passada ao som destes meninos a vibrar ao som de Livin' on a Prayer, Runaway, Blaze of Glory, Bad Medine, Keep the Faith, In these arms, entre tantas outras... E o Bed of Roses e o Always, meu Deus, estou uma lamechas do pior....


3 de fevereiro de 2011

How bad is this?

Desejar estar grávida só para poder ficar uns meses sem trabalhar...

A questão que se coloca é: estou assim tãaaaooooo a precisar de férias ou foi o alarme do meu relógio biológico que disparou sem eu dar por ele?!?!?

Biutiful




Um grande filme com uma interpretação brutal de Javier Bardem. A não perder. Mesmo.

2 de fevereiro de 2011

Random pictures of a life to come







 fotos roxy e pampa mia

10 coisas que me aconteceram em Janeiro

[para além de ter andado numa luta constante comigo mesma]

1. Descobri(mos) que organizar um casamento, por mais pequeno que seja, é, sem dúvida, uma tarefa hercúlea;
2. Entrei de rompante nas vidas de Alice e Mattia e ainda não os consegui esquecer [um livro magnífico que recomendo a quem esteja a precisar de ser arrebatado pela leitura - "A solidão dos números primos", de Paolo Giordani];
3. Refugiei-me em Odeceixe num fim-de-semana gélido e o meu coração veio de lá um pouco mais quente;
4. Refugiei-me também em mim um pouco mais quando não o devia ter feito;
5. Decidi, finalmente, fazer dieta a sério [correu bem nos primeiros dez dias...];
6. Achei por bem fazer o exame de italiano na mesma, apesar de apenas ter ido a quatro ou cinco aulas [há que ter iniciativa e arriscar];
7. Fiz franja [já não me via assim há 19 anos, mais coisa menos coisa];
8. Tomei a decisão de voltar ao ginásio mas ainda não meti lá os pés;
9. Apercebi-me que a vida é curta demais para não ser vivida intensamente mas ainda estou a lidar com esse facto;
10. Apeteceu-me voltar a escrever.

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