31 de agosto de 2010

O melhor do mês de Agosto...

Foi mesmo o mês de Agosto! Adorei tudinho.

Pena que o regresso à vida normal esteja a custar tanto...

11 de agosto de 2010

Mas e que nao saio daqui mesmo!

Estou a amar o Vietnam.
O "hallo" sorridente das criancas nas montanhas ainda nao me saiu da cabeca.
A simpatia de toda a gente a minha volta e algo que me vai marcar para sempre, sem duvida. 
A beleza assustadora dos vales e montanhas de Sapa, a tarde bem passada a experimentar (quase) todos os vinhos que existiam no Topas Ecolodges, a Jenna e o Mike, a "Lagoa Encantada" repleta de criancas sorridentes e afaveis, o T. e a C., o terror, tristeza e vergonha que senti na Prisao Museu de Hanoi, a estranheza ao ver o corpo embalsamado de Ho Chi Min no Mausoleu, a cidade frenetica e nunca silenciosa, os mercados cheios de gente as cinco da manha, as formacoes carsicas de Halong Bay, a noite a bordo, aquela tempestade medonha que se abateu sobre nos mas em que me senti totalmente segura  porque envolta nos teus bracos, o Jeremy e a Ali, as viagens no comboio nocturno, as paisagens, os arrozais, os chapeus conicos. Tudo isto e tanto e tao pouco ao mesmo tempo.

Tudo tem sido tao espectacular que me parece quase inacreditavel. As pessoas que temos conhecido, os sitios por onde temos passado, as imagens que ficam presas na retina, as emocoes que tudo isto me desperta. Tem sido uma viagem de descoberta. De um pais, das suas gentes, dos sitios extraordinarios (muitos deles classificados como patrimonio mundial) e ate de mim...

E e por tudo isto e muito mais que daqui nao saio, daqui ninguem me tira.

3 de agosto de 2010

Se Hanoi e uma cidade vibrante?

A avaliar pela tempestade que se abateu sobre ela esta noite, eu diria que e uma cidade que vibra demais...

2 de agosto de 2010

Desde o meu ultimo post...

Ja fiz uma viagem de longo curso que me trouxe ate Hanoi e me deixou verdadeiramente deslumbrada com Hong Kong;
Vi tres filmes maravilhosos no aviao, de tal forma intensos que ainda nao consegui parar de pensar neles (destaque particular para o "The Echos of the Rainbow", um filme asiatico que ganhou o Crystal Bear for the Best Film no Berlin International Film Festival deste ano);
Senti o cansaco de horas infindaveis de voo ao ponto de achar que ia cair para o lado.

Mas hoje acordei e apercebi-me, uma vez mais, que o cansaco de uma viagem como esta em nada se compara com o proveito que dela podemos retirar. Chegamos a Hanoi ao final do dia de ontem. Fomos brindados com um calor e uma humidade insuportaveis. O normal, nesta epoca do ano. Tomamos um banho, jantamos e dormimos. Muito.

Logo pela manha fizemo-nos a estrada. Literalmente, e a pe. Decidimos deixar o hotel onde nos encontravamos hospedados em busca de um que fosse mais real, que fosse mais Hanoi, que fosse mais Vietnam. Saimos do Bairro Frances, contornamos a margem direita do Lago Hoan Kiem (lindo, lindo, lindo) e entramos no Bairro Antigo da cidade. Enquanto deambulavamos pelas ruas desconhecidas, sem rostos familiares (thank god) encontramos um hotel simplesmente maravilhoso, bem no seio do pulsar vietnamita. Recentemente inaugurado, acolhedor e cheio de gente simpatica, como se quer.

Almocamos tarde num restaurante local e decidimos explorar, novamente a pe, todo o bairro antigo da cidade. E um milagre estar a escrever este post, confesso. Juro que nao sei como sobrevivi a centenas e centenas de motos que vinham na minha direccao, ora da esquerda ora da direita e, normalmente, ao mesmo tempo. Nao sei como nao fui abalroada por uma delas, juro.

Visitamos o mercado de Dong Xuan e fomos quase ate a margem do Rio Vermelho. Faltou-nos apenas atravessar aquela ponte de ferro dancante banhada por passeios infectados com seringas e elasticos de abracos fortes.

Transito caotico, milhares de motos (ja tinha referido este facto?), buzinadelas e apitos pelas ruas tipicas onde se vende de tudo. E quando digo tudo, e mesmo tudo o que possam imaginar.

As ruas sao verdadeiramente nojentas mas as pessoas sao doces e afaveis, de sorriso envergonhado no olhar...

O Bairro Antigo da cidade traz-me Bali a memoria. As cores, os cheiros (um misto de canela, incenso e comida podre que paira no ar), os sorrisos e o som  constante. Nao ha silencio aqui mas isso e bom. E a isto que cheira Hanoi.

Chegamos agora ao hotel e estou de rastos. Mas com um sorriso estampado na cara que, dificilmente, me deixara desacompanhada este Agosto...




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