30 de dezembro de 2009

My love story

Começámos a namorar no início de 2006. Não durou muito. Não me apetece explicar porquê porque não quero falar sobre isso. Nunca nos afastámos verdadeiramente. Andámos dois anos inteiros na fase do now you see me, now you don't.

Era eu quem desaparecia semanas e meses seguidos, desligava completamente sem nunca o fazer na realidade e ele sempre me fez querer voltar sem ter a certeza de o querer mesmo. Estava numa fase em que aquilo que eu mais queria era um compromisso descomprometido... 

A dada altura, houve um episódio que o fez não me querer deixar voltar (e eu compreendo-o) e que a mim me fez ter a certeza de querer voltar de vez. E assim foi...

Recomeçámos a namorar em Setembro do ano passado e três meses depois pediu-me em casamento na nossa primeira viagem juntos...

O pedido foi lindo... no topo de uma montanha branca tingida pela neve em Baqueira Beret conquistou-me de vez com as palavras mais sinceras que ouvi até hoje... Desci a montanha a tremer (de frio e de emoção) e a cada queda (à razão de uma por cada três metros) aproveitava para ligar a alguém a comunicar que estava noiva! (eu, que sempre disse que nunca iria casar...).

Fez ontem precisamente um ano que tudo isto aconteceu... fez ontem precisamente um ano que, a nível sentimental, me tornei uma pessoa mais madura, segura, feliz e abençoada com um amor que eu julgava já não existir...

(já me esquecia: marcámos logo a data do casamento naquele mesmo dia, à noitinha. Casamos no "próximo" dia 2 de Setembro de 2011...)

Obrigada mas não me apetece...

... falar do meu Natal calminho e meio tristonho... É uma época que não aprecio especialmente e este ano não foi excepção [é que nem a ginja e o vinho tinto em demasia me alegraram...]

... falar de Paris. Fiquei desiludida e estava à espera de muito mais da cidade magnífica!

... fazer um balanço do ano de 2009. Eu, que ando sempre a tentar ponderar e organizar a minha vida, a fazer projectos e listas de coisas a fazer a breve, médio e longo prazo e coisas que tais, estou sem vontadinha nenhuma de dissecar este ano morno e meio pegajoso que se atrelou a mim e eu a ele e assim andámos os dois todos os seus santos trezentos e sessenta e cinco dias (ok, falta um dia e meio, eu sei)! [e esta será, provavelmente, a frase mais longa da história do meu blog!...]

Que 2010 venha bem rápido! O que me apetece mesmo é recomeçar e o primeiro dia do ano é sempre um bom dia para o fazer...

29 de dezembro de 2009

O meu primeiro desejo para 2010

Não me tem apetecido escrever. Não é bom sinal. Quando não escrevo não partilho, não desabafo. Guardo cá dentro coisas que deveriam ter sido expelidas na altura certa... Mastigo-as, lenta e penosamente. Umas vezes, acabam por sair (ainda que tarde demais...). Outras, ficam cá dentro, alojando-se nas entranhas e tomando como seus espaços que lhes não pertencem...


Mas eu sei que um dia isto vai mudar. Sei que um dia não vou guardar o que tenho para dizer. Sei que um dia vou deixar de engolir girinos de princípes encantados. E sei também que a sinceridade e o sentido de oportunidade vão andar de mãos dadas comigo.


E este é o meu primeiro desejo para 2010...

18 de dezembro de 2009

Abençoado voo TP 424...




... que me vais levar daqui para fora! A sério, estou mesmo a precisar. Obrigada.

É que se não fosses tu, teria de continuar a aturar toda a hipocrisia e cinismo instalados à minha volta [e devidamente intensificados nesta altura pré-natalícia].
Obrigada por me levares para fora, para um sítio onde [à partida] não conheço ninguém e onde terei uns dias [pelo menos, assim o espero!] bastante descansados... Agradeço-te também por teres pedido ao teu primo TP 445 para só me trazer de volta noo dia 23 bem à noitinha. Foi muito simpático da tua parte porque assim não terei de regressar ao escritório antes do Natal.

Era só isto. Agora podes ir aquecendo os motores. Vemo-nos amanhã às 6h30...

17 de dezembro de 2009

Para ti, meu querido chefe, aqui vai um recadinho muito especial...

... da próxima vez que pretenderes a minha presença numa reunião, tem a bondade de, pelo menos:

          a) não me avisares em cima da hora (tipo meia hora antes)
          b) me comunicar de antemão quem serão os intervenientes nessa mesma reunião
          c) indagar se eu tenho disponibilidade de agenda para comparecer na mesma
         d) facultar-me os elementos ou, se não for pedir muito, pôr-me a par dos assuntos a discutir nessa mesma reunião

.... só assim para evitar que eu vá vestida de forma demasiado simples, sem maquilhagem e sem estar minimamente preparada para uma reunião com o embaixador de Moçambique!

Ah! Já me esquecia: deixares-me pendurada a meio da reunião com o dito senhor, só porque tinhas um aviãozinho para apanhar, também não me caiu muito bem...

Estamos entendidos?

Coisas de que eu não gosto #3

Pessoas inconvenientes.

Daquelas que nos dizem: "Está mais gorda! O que é que tem andado a fazer?!? É que está muito mais gorda..."
"Jura? É que eu ainda não tinha dado por isso! Basicamente estou a tentar ir dos 50 aos 100 em 3.7 meses... Estou a sair-me bem, não acha?!?"

Sim, é um facto. Estou mais gorda. Aliás, estou muito mais gorda. Mas não preciso que passem a vida a dizer-mo. Até porque (pasmem-se!) eu já sei!...

15 de dezembro de 2009

É muita festa, meus amigos!



E o que faço eu com tanta festa e encontros pré-natalícios?!? Começo a ficar um bocadinho desesperada, confesso...

No fim-de-semana passado foi o encontro anual do escritório (sim, sábado e Domingo - ninguém merece, eu sei...)
Hoje, foi o almocinho típico de departamento [se bem que desta vez excluímos os espécimes masculinos, coitadinhos...]
Mai logo, jantar em casa da minha afilhada de casamento para confraternizar com baby Santi [lindo que só ele, morro de saudades por não o ver há séculos...]
Amanhã jantar com a minha amiga X, a mais especial de todas, a que me compreende melhor que ninguém e ao pé de quem eu consigo ser sempre... eu!
Quinta, almoço com as minhas amigas homónimas e jantar com outras duas amigas do escritório [para pôr a conversa em dia e partilhar inconfidências altamente picantes! can't wait!!!]
Sexta, bem, sexta vai ser dia de dondoquice plena [aulinha de pilates pela manhã, manicure e cabeleireiro ao almoço e todo um complicadíssimo processo de selecção e arrumação de roupa, calçado e afins para uma semaninha de férias em Paris...]

Não fosse eu gostar tanto de todos estes convívios, viagens e coisas que tais e era caso para pensar seriamente em hibernar e só regressar em Janeiro!

14 de dezembro de 2009

O poder da Imaginação...



Às vezes dou por mim a ter saudades de coisas que nunca vivi e a lembrar-me de pessoas que não conheci. A regressar de sítios distantes onde nunca antes estive, trazendo na memória as palavras doces e os sorrisos tristes das despedidas que não existiram...

Estranho, não é?

11 de dezembro de 2009



bom fim-de-semana!


Constatações de uma dona-de-casa



Descobri que se ligar o meu querido aspirador na tomada do corredor do quarto, consigo aspirar a casa toda sem ter de o ligar noutro sítio. Não é o máximo?

[e não, não é a casa que é pequena. O fio do aspirador é que é avantajado, ok?]

10 de dezembro de 2009

Anúncios que mexem comigo*


Este e este. Juro que quando os vejo fico tentada a adquirir um smartzinho para ir fazer as compras ao Lidl. A sério.



[*ou como sem uma única palavra se consegue dizer tanto...]

9 de dezembro de 2009

Obcecada (sim, é essa a palavra)...

... e não é que os meninos mais lindos do meu coração vão regressar a Portugal (já no próximo ano!)?. Can't wait...

Persegue um sonho...




“Persegue um sonho, mas não o deixes viver sozinho!

Deixa-te levar pelas vontades, mas não enlouqueças por elas!
Acelera os teus pensamentos, mas não permitas que eles te consumam!
Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura.

Arrepende-te, volta atrás, pede perdão!

Não te acostumes com o que não te faz feliz,
Revolta-te quando julgares necessário.
Alaga o teu coração de esperanças, mas não deixes que ele se afogue nelas.

Se achares que precisas voltar, volta!

Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa de novo.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!”


Fernando Pessoa

7 de dezembro de 2009

4 anos de pura sabedoria...

Eu: Vá lá, por que estás assim? O que se passa? Foi alguma coisa que eu disse? Estás chateado comigo?

(repetido à exaustão, de tal forma que ele já revirava os olhos)

Ele: Eu não estou chateado, estou triste...

Ela: xxxx, quando o Papá está triste, tens de o deixar sossegado e em paz. Acalma-te.... Olha, por que não vais dormir uma sesta?


[e eu fiquei na merda...]

4 de dezembro de 2009

3 de dezembro de 2009

O Scrooge que há em mim

Fui ver este filme. Confesso que não gostei por aí além...Prefiro mil vezes a interpretação que eu e os meus colegas de turma fizemos [há uns bons aninhos] para uma peça de teatro da escola [ou da catequese, já não me lembro bem...]. Anyway, apesar de não ter ficado deslumbrada com esta versão, confesso que adoro a estória por detrás da fantasia a 3D, o conto de natal por detrás de todo o cenário abonecado e um tanto ou quanto desajustado. E confesso que ontem, enquanto via o filme [praticamente abandonada numa sala de cinema gigantesca], o espírito de natal entranhou-se em mim e fez-me pensar e reflectir em muita coisa. E, não satisfeito, ainda me colocou a seguinte questão:


"Há ou não um bocadinho de Scrooge em ti, Miss Strawberry?"



Há, definitivamente sim. A minha resposta a esta questão só poderia ser afirmativa. E não é pelo facto de ser uma pessoa forreta e completamente devota ao dinheiro, sisuda e sempre mal-disposta ou por ignorar ou desprezar completamente aqueles que me rodeiam... mas sim por não viver determinadas coisas com a devida intensidade... por fazer o check-in no meu dia-a-dia sem cuidar de saber para onde vou. Sem parar, por vezes, para pensar onde quero ir e onde determinadas atitudes, inevitavelmente, me levarão...Sem delinear o percurso, traçando metas e objectivos... Por estar, tantas e tantas vezes, apenas fisicamente quando deveria estar emocionalmente...


E, por isso, neste natal [e sempre] quero aproveitar ao máximo a viagem, com tudo a que tenho direito. E quero proporcionar aos que nela embarcaram comigo tudo aquilo que merecem e que genuinamente lhes é devido. 


E, por isso, neste natal [e sempre] eu quero, simplesmente, ser uma pessoa melhor... E poder um dia olhar para trás, ao fazer a retrospectiva de toda uma vida, e sentir-me bem comigo mesma [e saber que não podia ter dado mais de mim...]

2 de dezembro de 2009

dias perfeitos



Eu, ele, o sofá, duas mantinhas, a lareira acesa, chá de jasmim e os filmes que passaram na televisão. A combinação perfeita para um feriado perfeito...

30 de novembro de 2009

Momento de reflexão




A seguir a um dia de descanso, nunca se deveria ir trabalhar...

Tenho dito.

o meu primeiro...

Ontem recebi o meu primeiro selo... Foi um mimo da Pequenina (muito obrigada!). Ao que parece, o meu blog merece ser filmado (por mim, tudo bem...)




Parece também que tenho de responder a um pequeno questionário que consiste em identificar 5 situações da minha vida que deveriam ser vividas em slow motion. Pois então, ora aqui vai:

1. O pedido de casamento, para conseguir decorar, uma a uma, todas as palavras doces e sinceras que o acompanharam...
2. A temporada que passei em Bali e nas Gili Islands... [Aí o tempo deveria ter parado...]
4. Os momentos animados e deliciosos que passo entre família e amigos
5. As noites [na grande maioria das vezes, acordo incrédula com o facto de o tempo ter passado tão rápido e a achar que dormi pouquíssimo...]

Ofereço este selinho a quem o quiser levar...

muse



Já é a terceira vez que tento escrever algo sobre o concerto de ontem. Desisto.

[De qualquer forma, nada do que eu possa escrever se compara minimamente com a grandiosidade do que ontem à noite aconteceu no Pavilhão Atlântico. E eu bem queria mas não consigo transformar em palavras o que senti... Resta-me apenas dizer que, para mim, são uma das melhores bandas do Mundo.....]

27 de novembro de 2009

Coisas de que eu não gosto #2

Homens de meia-idade, que se acham o máximo!, e que falam alto ao balcão do café e de cujas bocas só saem coisas parvas e sem graça nenhuma e, como se não bastasse, ainda olham para nós e sorriem como se estivessem à espera de uma qualquer aprovação para a merda que acabaram de dizer.

Longe...




Este fim-de-semana não quero saber de nada. Aliás, não quero preocupar-me com o que quer que seja. Nem com o pequeno-almoço nem com a roupa que vou vestir e, muito menos, com as visitas habituais de fim-de-semana... Nestes dois dias, quero que sejamos apenas nós e uma cabana (ou isto, que é mais ou menos a mesma coisa...)

E não vou querer ouvir algo que não seja o doce sussurro das nossas vozes e os sorrisos cúmplices e descontraídos. E o mar lá ao fundo... Porque estou mesmo a precisar de um fim-de-semana assim, alheada de tudo e de todos...


26 de novembro de 2009

25 de novembro de 2009

Amor aos pedaços



Ela queria o mundo a seus pés.
Ele, não hesitou um segundo sequer e ofereceu-lho de mão beijada. O mundo dele, pelo menos.
Cheio de palavras doces e sinceras, sorrisos azuis metálicos, festinhas na barriga e massagens delicadas ao adormecer, gestos naturais e mimos ao quadrado.

Amor aos pedaços, todos os dias. É este o sabor da felicidade...

24 de novembro de 2009

...



Porque há dias em que os teus olhos deixam de ser os teus olhos. Têm uma vontade própria. Um brilho próprio causado pela dor. E, mesmo sem quereres, eles choram sozinhos. Estão frágeis. Tomam conta de ti e tu tentas controlar-te e não consegues. Evitas fixar a luz numa tentativa vã de os acalmar.


Mas não há nada a fazer. Hoje eles choram sozinhos.

23 de novembro de 2009

Paris, here I come!




A votação terminou e eu vou para Paris. E a Nikon do G. vai comigo. Tenho cá para mim que eu e ela vamos voltar de barriga cheia…

(eu teria escolhido Estocolmo mas decidi fazer a vontade à minha companheira de viagem...)

P.S. Aceitam-se sugestões, dicas, things to do, coisas a não perder and so on....



Foto daqui http://www.ailtonmedeiros.com.br/?attachment_id=1090

Apercebo-me que estou velha quando...

... dou por mim a vibrar com uma música de Def Leppard que ouvi pela primeira vez há precisamente...

17 anos...

20 de novembro de 2009



Ontem fui à Feira de Arte Contemporânea or, should I say, Feira Espanhola de Arte Contemporânea?

Eu não tenho nada contra nuestros hermanos mas a sua presença dominante na Feira deste ano é inegável. Não falo pelo número de galerias representadas (31 espanholas vs. 33 portuguesas) nem sequer pela qualidade dos trabalhos expostos [são tão criativos e geniais quanto nós, fora alguns casos particulares (quer espanhóis quer portugueses)]. Falo, sim, da forma como se fizeram representar. Da quantidade de galeristas e artistas (fisicamente) presentes e da forma simpática e descontraída como recebiam os apreciadores de arte.

Nos stands de exposição (ou standers, como diria uma amiga minha), a língua dominante era, sem dúvida, o castelhano. E eu não pude deixar de reparar no à-vontade com que conversavam entre si e bebericavam dos seus copos de vinho tinto e champagne. Já os portugueses, vi-os mais sisudos, compenetrados e um tanto ou quanto retraídos...

Enfim, isto tudo para dizer que não fiquei boquiaberta com o que vi, de uma forma geral. Mas houve, sem dúvida, peças que me tocaram de uma forma muito particular... Tirei algumas fotos que não acho correcto publicar aqui (por respeito aos seus autores) mas aconselho uma visita à exposição...

19 de novembro de 2009

Cá se fazem, cá se pagam




Eu tenho um cliente (da minha idade) que, na primeira vez que nos cumprimentámos, me deixou literalmente pendurada. Eu ia preparada para lhe dar dois beijos, ele respondeu-me com um apenas.

Situação confrangedora ultrapassada, lição aprendida e nunca mais caí na patetice de tentar cumprimentá-lo de outra forma que não com um beijo apenas...


Então não é que depois de dezenas de reuniões e encontros profissionais, o gajo (ups) tem a lata de me cumprimentar com dois beijos?!? Ora nem mais, um de cada lado da face.

Oh homem, decida-se!

(Azar, desta vez ficou ele pendurado... Hihihi)




Saudades de sentir isto

Na terça-feira ao final da tarde fui para Vila Real. Tinha uma tentativa de conciliação de partes agendada no Tribunal do Trabalho para a manhã seguinte e optei por fazer-me à estrada de véspera. Isto tudo para dizer que gostei...





Gostei de ter ido sozinha (apesar de os homens da minha vida, de tão queridos que são, terem carinhosamente insistido em acompanhar-me), de desbravar a auto-estrada escura e quase abandonada. Eu, o meu carro e os meus pensamentos (os três estarolas, portanto…).

Gostei do hotel onde fiquei e de ter dormido sozinha naquela cama gigantesca. Gostei de acordar e, ao espreitar pela janela do quarto, ver o nevoeiro vagueante distanciar-se do rio onde pernoitara...


Gostei do tribunal e da simpatia dos funcionários e do à-vontade da juiz.


Gostei do passeio que dei a seguir pelo centro daquela cidade tão calma e gostei da echarpe que comprei na sisley em tons camel e roxos...

Ontem gostei de ser advogada. Já tinha saudades de sentir isto!

Foto de Miss Strawberry

17 de novembro de 2009

Countdown



Aproxima-se uma época de que não sou grande fã. Sim, estou a falar do Natal.


Talvez porque lá em casa sejamos cada vez menos, talvez porque a minha mãe também não o venere (e eu me tenha deixado influenciar…), talvez porque me recorde de uns quantos que passei a chorar… (não me perguntem porquê que eu não consigo explicar; só me lembro de ir a correr até à praia, chorar até mais não e voltar para casa de alma lavada…)

E porque estou farta mas mesmo muito farta de todo o conceito consumista que gira em torno da época natalícia (e para não sentir que estou a fazer algo apenas e tão só porque esta sociedade de consumismo imoderado em que vivemos assim o dita), este ano decidi que:

- não vou oferecer presentes (vulgo, bens materiais que custam rios de dinheiro) a ninguém (e sim, já comecei a avisar todos os envolvidos);
- vou ressuscitar uma tradição familiar antiga (não posso dizer qual, uma vez que a minha querida irmã faz o favor de acompanhar religiosa e diariamente o meu blog);



- vou preparar em família os doces de Natal, com todo o amor e carinho;

- vou manter algumas tradições (porque há coisas que nunca mudam nem devem mudar). E, portanto, aquela garrafinha especial de 1,5l de vinho tinto que todos os anos nos é oferecida pelo LSP não me escapa (claro está, devidamente partilhada com o Papi e com a mana, como é costume); o cd com músicas de Natal a tocar junto à lareira também não vai faltar; nem as velinhas em tons de vermelho e dourado espalhadas pela sala.

E pronto, basicamente é isto. Pode ser que, desta forma, consiga sobreviver decentemente a este Natal (palpita-me que este ano o papão-que-me-atormentava-e-me-fazia-chorar-que-nem-uma-Maria-Madalena não vai aparecer e, portanto, este vai ser um Natal especial…)

16 de novembro de 2009

que saudades que eu já tinha disto (not!)


Uma das grandes vantagens de não ter televisão em casa é, sem dúvida, não ter de gramar com quinhentos mil anúncios a lembrar, insistentemente, que o Natal está à porta.


Abençoada decisão!

Suspeitas confirmadas



Este fim-de-semana confirmei o que há muito suspeitava: as pessoas não andam nada bem. Não sei se é do tempo, não sei se é da crise, não sei se da pura estupidez que lhes invade os cérebros...

Entre discussões parvas à mesa num jantar em família que, à partida, tudo teria para ser agradável; passando por uma velha estúpida que achou por bem ir assistir a uma conferência sobre surf a um sábado de manhã e atacar o orador [homem humilde e paciente, muuuuuuuuito paciente] com comentários e observações totalmente ridículos e descabidos e que tirariam a paciência a um santo, diga-se de passagem, terminando numa das convidadas para um churrasco que, a meio da tarde, decidiu revelar-se e virou histérica, pondo-se a gritar para os restantes convidados: "então mas ninguém faz nada?!? sou só eu que trabalho aqui?", este fim-de-semana houve de tudo um pouco...

E eu grito primeiro WTF???? e depois pergunto: O que se passa com o Mundo? Está tudo doido?!?


[É por tudo isto que quanto mais convivo com outras pessoas mais me apetece ficar no meu mundinho, no sossego do lar e na companhia do meu mais-que-tudo...]


13 de novembro de 2009




Perdi a vergonha. E a tristeza que, nos últimos tempos, me atormentava já faz parte do passado. Agora sim, sinto-me em casa. Este blog está feliz.


[Acho que vou até mudar a cor de fundo só para demonstrar a felicidade que se instalou...]

[Bom, talvez um dia destes, quando dominar o html…]

a tradição já não é o que era...


Eu e o G. estamos convidados para um churrasco desde Agosto. Por inúmeros motivos, tem sido sucessivamente adiado. Parece que se vai realizar no Domingo. O anfitrião pediu-nos para levar a carne… Por nós, tudo bem...

 
(a tradição já não é o que era ou é só impressão minha?!?)

12 de novembro de 2009

vírus


Fui atacada por um vírus.

É a única explicação que encontro para o facto de, ontem à noite, em menos de hora e meia, ter escrito dez textos. Assim num ápice, como se fizesse disto profissão [dream on girl...]

Terá sido do chá preto com cereja?

Eu tinha mesmo ideia de ir. Até me deitei cedo e tudo, juro. Mas não sei se foi do chá preto com cereja a seguir ao jantar, se foi da adrenalina provocada pelo excesso de trabalho para um só dia, que só consegui adormecer a horas indecentes… (passava das duas e, para mim, são horas indecentes…). E, portanto, não fui.


Nota: isto acontece-me quase todos os dias.


Doce Novembro (ia pôr o título em inglês mas não quero ser acusada de plágio)



Este sábado vou jantar com as minhas duas amigas homónimas. Uma trabalha comigo e vejo-a todos os dias mas à outra não. E tenho saudades dela. Muitas.



No sábado seguinte, tenho também encontro marcado com outras duas fofas que me acompanharam nos tempos de faculdade e que não vejo com a frequência que queria(íamos, espero).

Obrigada doce Novembro por trazeres de volta as minhas amigas!

Fotografia de Maria Isabel Batista retirada daqui.


Sim, eu sei que tudo são recordações (ler a cantar, por favor) mas, ainda assim, eu gostava de os ter de volta. E de que falo eu?, pensam vocês...

Falo daqueles objectos que, ao longo da vida, vamos emprestando a amigos e conhecidos e aos quais nunca mais voltamos a pôr a vista em cima (quer dos objectos quer dos amigos).

Falo, portanto, do meu cd dos The Verve que emprestei a um amigo de um amigo só-para-gravar-e-que-mo-devolveria-logo-no-dia-seguinte; falo dos meus livros de filosofia do 12.º ano que-emprestei-a-alguém-só-para-o-desenrascar-no-exame-a-que-provavelmente-não-iria-passar-e-portanto-não-valia-a-pena-estar-a-gastar-dinheiro; falo dos livros do código que emprestei a uma amiga que-achou-desnecessário-adquiri-los-tendo-em-conta-que-eu-tinha-acabado-de-tirar-a-carta-e-eram-mega-recentes; falo, portanto, da dúzia de cd´s que ficaram esquecidos dentro do tablier de um carro de um ex-namorado que, entretanto, foi vendido (refiro-me ao carro, nao ao ex); falo também de uma clutch de cerimónia que-emprestei-a-uma-amiga-só-para-ir-a-um-casamento-e-prometo-que-ta-devolvo-logo-na-segunda-feira (ya, ya, ya)...

Enfim, e estas são aquelas de que me lembro... Pena que seja só eu...


Nota:Eu não sou egoísta. E gosto de emprestar as minhas coisas. Mas confesso que cada vez menos... Muito menos...

11 de novembro de 2009




Porque esta podia ser, sem dúvida, a banda sonora de todos os meus dias...

...



Acordei com uma dor de cabeça irritante que ainda não teve a bondade de me abandonar.
Fiquei perplexa com esta notícia.
Fico sempre transtornada com suicídios. Fico sempre sem saber se foi um acto de coragem e determinação ou se um acto de desespero, impotência e desconsideração pelos que cá ficam...
Mas fico sempre triste...

10 de novembro de 2009

Eu não ando mesmo nada bem...



E não é que hoje tive a brilhante ideia de me pôr a ver terrenos e montes/quintinhas em ruínas ali para os lados da Costa Vicentina [mais propriamente na zona de Aljezur, assim bem pertinho da Arrifana]?
E não é que deitei mãos à obra e reconstruí esses montes/quintinhas em ruínas, dei vida ao nosso projecto do surf camp [e do meu barzinho associado], decorei todas as divisões, cantos e recantos [até pintei uma parede de azul, vejam bem!], brinquei descalça e rebolei com[o] as crianças, corri de um lado para o outro com os cães, andei de baloiço, tratei da minha horta e do jardim, preparei uma refeição divinal para o jantar, tirei mil e uma fotografias que espalhei pelas paredes, pus as camas a arejar e inspirei o ar puro da manhã...

Estão a ver como eu não estou nada bem?!? I told you so...

9 de novembro de 2009

Post desconexo [um bocadinho à minha imagem...]



Bali. A montanha e a neve. Sol quente e areia fina. Arrifana. Um escritório no jardim. Uma máquina fotográfica. Eu, tu e ela. Sempre. A beleza das pequenas coisas conjugada com sentimentos puros. Desprendimento. Liberdade. Amor. The Album Leaf. O sossego dos recantos perdidos e inacessíveis. Pássaros @7am. Lençóis acabados de lavar e passados a ferro. Almofadas baixas. Camas brancas. Quartos brancos. Sorrisos sinceros. Família [a nuclear, a restante é-me indiferente]. Viagens sem destino. Mochilas às costas. Pranchas de surf. Protectores com cheiro a praia. Passadeiras de madeira. Água salgada no corpo. Perfumes que marcam. Compromisso. Pessoas honestas e simples. Amigos sinceros. Poucos. Fotografia. Preto e branco. Escrita. Um perfume novo. Correio acabadinho de chegar. Romãs. Pulseiras e colares originais. Anel de prata no polegar esquerdo. Roupa simples e confortável. Galochas coloridas. Livros e cd's [genuínos]. Paredes pintadas de cores fortes. O cheiro do campo. Passeios à beira-mar. New Zealand. Vento gélido na cara. A lua reflectida no mar. Dançar e cantar à chuva. Roupa molhada colada ao corpo. Andar descalça. Conhecer pessoas novas. Yoga. Ubud. Arrozais. Vinho tinto. Vodka preta. Casar na praia a uma sexta-feira. Orquídeas brancas. Tulipas negras. Muse. Margaridas azuis. Patagónia. Unhas pintadas de preto. Arroz branco. Mercados. Cores e sabores. Frutas e legumes. O cheiro da terra molhada. Berlim. Havana. Filmes no quentinho, à lareira. Galerias de arte. Tim Burton. Coisas novas. The Veils. Vietname, Laos e Cambodja. Pizzas em forno a lenha. Strawberry juice. Biquinis coloridos. O veleiro. Finais de tarde na praia. Agenda Moleskine. Colisão. Tatuagem. Sonhos. Muitos. The Straight Story. É o que quero para mim: uma história simples e uma vida tal e qual.

6 de novembro de 2009

Porque há momentos assim...



... em que tudo o que se sente é uma serenidade absoluta. E o desejo incrível de que o tão desejado fim-de-semana chegue. Para estar entre amigos, família, copos e gargalhadas. Para me despedir de uma amiga que vai para o Brasil. Para acordar um bocadinho mais tarde e ir passear à beira-mar em vez de ir para o escritório. Para ver o G. a surfar e aventurar-me e ir com ele. Para dar uma mãozinha a uma amiga e para surpreender um outro numa festa de aniversário. Para ler, sonhar acordada e tomar de assalto as minhas personagens preferidas, fingindo ser um outro alguém num outro sítio qualquer. Para ver filmes enroscadinha no G., a beber chá de jasmim. Para partilhar sorrisos, segredos e manias com uma Miss Strawberry em ponto pequeno [que, não me sendo nada, é uma autêntica cópia da minha pessoa]. Para retemperar energias e absorver todas as forças necessárias para enfrentar mais uma semana de trabalho... até ao fim-de-semana seguinte...


Bom fim-de-semana!

Foto de Miss Strawberry

hoje...

... é um daqueles dias em que me apetece dizer tanto e não consigo dizer nada.




Foto de Ansel Adams

5 de novembro de 2009

Se eu podia...

ser de outro clube que não do Benfica

Podia mas não era a mesma coisa...

os amigos do monstro

Descobri-os no passado fim-de-semana no Festival da Terra. Fiquei fã, verdadeiramente deliciada. O cenário pareceu-me digno do imaginário de Tim Burton, que eu tanto adoro. O G. conhece-me bem e não hesitou em oferecer-me um dos exemplares. Eu, eu adorei e, por isso, não resisto em partilhar o excelente trabalho da Bena e do Rui.

4 de novembro de 2009

O laço cor-de-rosa...


... lembra-me a pessoa maravilhosa que és. Traz-me à memória o que julgavas ser o desmoronar do teu ser, ao primeiro impacto. A volta que, logo de seguida e inesperadamente, foste obrigada a dar à tua vida. O sofrimento por que passaste [e que ainda se encontra cravejado em ti] e a forma airosa como conseguiste derrotar o monstro. Lembra-me as lágrimas, o desespero e a angústia da incerteza... o dia de amanhã, como se fosse o último. O retrocesso, as agonias, a vontade de desistir. O querer lutar, sobreviver e apagar da memória todos aqueles momentos maus e dolorosos que se entranharam em nós. 

És uma mulher forte. Das mais fortes que conheço. E a tua maneira de ser, a par da bondade e da coragem e determinação com que sempre ultrapassaste todas as adversidades, fazem de ti o meu exemplo a seguir. E, certamente, o de tantas outras mulheres.

Parabéns, Mami, pelos teus 53 anos e obrigada pelo maravilhoso jantar de ontem...

Hoje flutuo

Vagueio subliminarmente pelo espaço aéreo da minha imaginação
Em busca do desconhecido, cruzo-me com o limiar da realidade
Avisto, ao longe, as formas curvilíneas de todos os sítios onde nunca estive
Capto a ternura e o medo dos olhos que me observam. São de pessoas a quem nunca dirigi a palavra mas que conheço tão bem…
E sonho, sonho que um dia me entrosarei no meio dessas gentes e desses sítios desconhecidos.
E que os meus olhos também revelarão a ternura e o medo que me catapultaram para essa felicidade. E o desejo e a angústia. E a saudade e o desnorte. Mas não me importo.

É esse o meu destino.

3 de novembro de 2009

Será pedir muito?



Eu, tu, o meu ipod e os meus livros.
É só o que peço para hoje...


Foto de Miss Strawberry

30 de outubro de 2009

À noite em Lisboa


Mudei-me para Lisboa há, mais ou menos, ano e meio... uma mudança necessária que há muito se impunha mas que só no passado ano, por inúmeras circunstâncias, foi concretizada. Lisboa já faz parte da minha vida desde a altura em que vim para a faculdade. Viagens diárias de ida e volta que me roubavam sempre, no mínimo, duas horas do meu dia. Terminei o curso e comecei a estagiar em Lisboa e por cá fiquei. A rotina diária manteve-se e, no cômputo geral, andei cerca de nove anos a deslocar-me de um lado para o outro.

Até que no ano passado me mudei. Não foi fácil, confesso. Não é aqui que está a minha família nem o meu namorado [pelo menos, numa base permanente] nem os meus amigos nem os sítios do costume. E, portanto, a tendência nos primeiros tempos foi a de encarar aquele espaço a que agora chamo home sweet home como um quarto de hotel. Via-o como um sítio temporário, impessoal, onde passava a semana, apenas por razões de comodidade e proximidade do local de trabalho e sempre, sempre a pensar no fim-de-semana...

Mas, desde há uns tempos para cá, decidi mudar de atitude. E desbloquear o preconceito que criei em relação a esta cidade. Lisboa pode não ser o meu local de eleição para viver mas, enquanto por cá estiver, vou aproveitar esta cidade ao máximo e explorá-la em pormenor, tal e qual como faço com todas as outras cidades que visito e tanto adoro!

E eu vivo numa zona bonita e central, entre o Marquês e o Princípe Real, e que tanto tem por descobrir. O que me coloca numa posição privilegiada que não posso continuar a ignorar. E por isso, ontem, pela primeira vez desde que cá estou a tempo inteiro, decidi fazer uma caminhada por Lisboa à noite. E adorei o que vi e o que senti. Os cheiros e as cores da cidade. As pessoas, diferentes e apressadas. O pulsar constante que a inunda de boas vibrações... os edifícios novos, os reconstruídos e os abandonados que lhe dão uma aura especial... a música no ar que animava as gentes nas esplanadas dispersas... as ruas iluminadas e os becos escuros e cinzentos... as calçadas irregulares...

E eu gostei. Gostei tanto. Home sweet home

foto de anaPaipita

objectos que falam #2













A capa quase desfeita.

As folhas envelhecidas, tingidas de um amarelo torrado, já seco, encontram-se manchadas com o sal das suas lágrimas.
Pequenos triângulos vincados em algumas páginas. Marcam-nas no canto superior direito.


Palavras que, decerto, lhe ficaram cravejadas na alma.
Palavras que, decerto, acompanharam os seus últimos dias de solidão e desespero.


Leu-o até ao fim.
O rasto salgado comprova-o.


Mas sei que morreu feliz. Não podia ter escolhido melhor companhia.

29 de outubro de 2009

The soloist



Marcou-me.


E fez-me recordar as premissas em que o amor e a amizade se devem basear...

28 de outubro de 2009





Vivo, há anos, numa ânsia constante em ser magra*. Aliás, o que eu queria mesmo era ser alta e magra. Alta, tornou-se manifestamente impossível a partir do momento em que atingi a minha altura máxima, que é a que hoje ainda tenho [parece-me razoável poder afirmar, com um elevado grau de certeza e convicção, que, com vinte e oito anos, já não crescerei nem mais um centímetro!].
Agora quanto a ser magra, confesso que ainda não perdi a esperança. Nem o apetite...

[e acho, tenho cá para mim, que é precisamente aqui que reside o problema...]



*uma ânsia que, a certa altura, se transformou numa doença perigosa [felizmente há muito ultrapassada] e que me levou até ao "Outro Lado do Espelho".

Ausência (in)justificada



Não, não vou justificar a minha ausência. A ausência que me tem afastado de mim e daqui e do mundo que me rodeia... que me tem toldado o pensamento como se, por osmose, se incorporasse numa garrafa de um qualquer vinho tinto e me obrigasse a sorvê-lo lentamente ...

Esta ausência que me deixa triste e insegura... e me retira as emoções. Que me transforma num autómato e me faz passar pelas coisas sem as conseguir sentir. Que me faz perder a capacidade de apreciar e assimilar o que a vida tem de bom. Que faz o meu corpo avançar sozinho, errante, sem destino nem direcção...

Às vezes tenho a sensação que me perdi algures no caminho. Que existe alguma parte do percurso onde trocaram as setas de orientação e me fizeram percorrer o trilho errado... Que me obrigaram a andar à deriva. Até agora.

Dias há em que volto atrás [julgo eu] e retomo a direcção correcta. Outros em que, inconsequente e despreocupadamente, sigo em frente. Dias em que simplesmente caminho e em que, de uma forma rotineira e mecânica, faço tudo aquilo que é suposto fazer. Durmo, alimento-me, trabalho e executo as tarefas básicas do dia-a-dia. Regresso a casa e durmo outra vez. Acordo no dia seguinte e é tudo igual...

E eu quero mais que isto. Quero voltar atrás no percurso e seguir o trilho correcto. [às vezes é preciso andar para trás para poder seguir em frente.]

Ou então não. Perante a impossibilidade de conseguir regressar ao sítio certo ou face à eventualidade de o mesmo já nem sequer existir, o melhor mesmo é construir o meu trilho a partir daqui. A partir do agora.

E, portanto, eu vou em busca da felicidade pura. Mas com toda a emoção do mundo.
E vou pôr sentimento em tudo aquilo que faço porque só assim conseguirei absorver a essência de todas as coisas. Vou voltar a sorrir infantil e despreocupadamente. Deixar de me preocupar com o que os outros pensam de mim. Vou ser mais tolerante e compreensiva. Vou deixar de ser insegura e complexada. E não vou deixar que a tristeza e a apatia me suguem a alma. Vou seguir em frente, determinada e de cabeça erguida, e fazer tudo o que me der na real gana.
Sem me preocupar com as consequências.

Porque quero... andar descalça quando me apetecer e tomar banhos de mar no Inverno, nas praias desertas de gente... sentir a água fria a gelar-me os ossos e a purificar-me a alma... passar noites sem dormir só para ver o nascer do sol... dormir ao relento na relva húmida, a suspirar com as estrelas... meter-me dentro do carro e viajar sem destino só porque sim. Sem justificações.... viver sem arrependimentos e sem sentimentos de culpa

E quero absorver todos os sorrisos e energias positivas à minha volta e distribuí-los em triplicado!

E, quando chegar o dia, vou olhar para trás e arrepender-me de mil e uma coisas. Mas nunca de ter vivido intensamente! Com toda a emoção do mundo...


Imagem: http://br.olhares.com/ausencia_foto848525.html


Artista: u m b r i a

22 de outubro de 2009

restart



Hoje é um bom dia para fazer um restart na minha vida. Para passar, finalmente, da teoria à prática. Para delinear ideias, definir estratégias e configurar opções. Para enterrar as mágoas e sepultar os dilemas. Para renascer das cinzas. Volto em breve com as ideias no devido lugar.

21 de outubro de 2009

palavras soltas



Eu gostava que o tempo perdurasse no tempo...
que nele próprio se incorporasse, absorvendo-se a si mesmo... 
e gostava que o hoje, amanhã, pudesse ser o ontem
para que o amanhã, depois, pudesse ser o hoje que não foi...


20 de outubro de 2009

um dia destes...



...deixo de comer doces e guloseimas. Hoje é o dia.

pequenos momentos



Hoje já fui espancada com o olhar por ter referido o quanto adoro estes dias assim e as saudades (muitas) que tinha da Senhora chuva...

Talvez seja uma manifestação do meu lado mais "dark" e melancólico mas o facto é que eu gosto mesmo dos dias de chuva. Porque, para mim, acordar com o som das gotas de água a despenharem-se no chão do terraço e a baterem à janela do meu quarto, querendo despertar-me em surdina, é das coisas mais deliciosas com que a Natureza me pode brindar... e o que eu deliro com estes sons, ao acordar assim, ensonada, quentinha e enroscadinha no G...

E se a tudo isto pudesse juntar o meu sofá com vista para o mar, a minha mantinha verde alface (quentinha como só ela), a insustentável leveza do ser e o dave matthews e o tim reynolds live at luther college, então aí o meu dia seria, simplesmente, perfeito...

Porque são estas coisas simples que me fazem feliz...

19 de outubro de 2009

Ponto de situação*




Estive o dia inteiro a pensar nisto. A questionar-me por que existes. A tentar descobrir a razão pela qual te dei vida.

E às vezes esqueço-me, confesso. Iludo-me e encho-me de vaidade, visitando-te vezes sem conta, quase compulsivamente, à procura de quem andou à espreita ou por cá deixou uma mensagem... mas depressa desço à terra e realizo que existes para mim, como um complemento... porque me fazes bem e porque me fazes falta... porque são inúmeras as vezes em que me fazes levitar e sentir assim soltinha, soltinha...

Porque preciso de ti para expressar o que sinto cá dentro e que, de outra forma, permaneceria guardado como até então... para revelar segredos, para partilhar crises existenciais e angústias, para soltar desabafos e palavras desconexas, para ser eu como só eu sou...

E sei que já não vivo sem ti. Nem sem os teus pares, que religiosamente visito todos os dias. Porque esses também já fazem parte de mim. E, porque no meu imaginário, conheço bem as pessoas por detrás dos posts neles publicados. E delas também sinto a falta quando não os visito tão regularmente quanto queria... 

E é por tudo isto que existes. E também por me camuflares em ti e por não revelares ao mundo a minha identidade... porque, afinal de contas, tu e eu só na minha clandestinidade perduraremos...

*ou a razão da tua existência

Porque há dias assim...


perfeitos, perfeitos, perfeitos. E mágicos...

E ontem foi um deles. Acordámos tarde (ao contrário daquilo que tínhamos combinado na noite anterior...). Arrastei o G. da cama, preparámos a mochila, prancha de surf dentro do carro e lá fomos nós.

Decidimos ir para a "nossa" praia. Ele, eu e a parte de baixo do meu biquini...
A praia estava deserta (se não contarmos com as dezenas de gaivotas que se encontravam no areal...). E foi dos melhores dias que passei na praia. Já não consigo recordar com exactidão as vezes que fui à água. Mas lembro-me que cada mergulho era ainda mais retemperador que o anterior. E lavei a alma. E senti-me bem, mesmo muito bem...

Aproveitámos o dia ao máximo. Namorámos muito, corremos pela praia feitos tontos atrás das gaivotas, pusemos a leitura em dia e descansámos...

Terminámos o dia no terraço do surf camp a partilhar uma caipiroska de manga e a contemplar o pôr-do-sol e os surfistas que ao longe ainda competiam... E a sensação de bem estar foi única e maravilhosa. E transcendeu-me. E fez-me sentir uma sortuda por poder viver dias assim....

O único senão: o acesso àquela praia é feito pelos rochedos e, portanto, hoje estou que nem posso... subir e descer rochas, tentando manter o equilíbrio não é fácil. Fortalece os músculos, é um facto. Mas dói, dói muito.


Foto by Miss Strawberry

16 de outubro de 2009

only a surfer knows the feeling...



... e eu quero poder dizê-lo com toda a legitimidade do mundo. Quero ter o direito de o fazer. De coração. De sentimento e de verdade.

Porque esta é, sem dúvida, uma forma de estar na vida que me fascina e desconcentra. Que me faz sonhar por uma vida diferente... que me absorve os pensamentos e me faz desejar ter uma alma pura e um mundo azul...

Porque quero a forma despretensiosa e despreocupada com que encaram o dia-a-dia a percorrer-me as veias. Porque quero, por inteiro, o contacto com a Natureza, quero o Mar como amo e senhor, quero sentir o espírito livre e descontraído em todas as minhas entranhas...

Porque depois de ter passado por Bali, a minha vida nunca mais foi a mesma... porque me fez sentir prisioneira no meu próprio corpo quando tudo o que quero é libertar-me assim...

Porque me fez desejar ter o espírito surfista no corpo e na mente, de alma e coração... e porque me fez querer ter esse espírito instalado em todos os movimentos, em todos os impulsos e em todas as reacções.


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